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a sua tag: "Marta Arrais"
Falamos pouco do que acaba. É natural. É muito mais bonito e simples falar do que começa. É mais agradável rezar sobre o que se inicia, fazer planos de futuro e de novidade. Mas a verdade é que a vida também nos constrói (e se constrói) com os seus fins. Com as partidas. Com o que se rompe sem ser
Tenho ouvido muitos adultos preocupados com o bem-estar das crianças. Defendem que as crianças precisam de brincar. De se afastar dos ecrãs e de se aproximar mais das pessoas que estão responsáveis por lhes mostrar o que é o amor incondicional. Escrevem-se livros sobre a ansiedade que esta nova gera
Talvez nos falte fazer um pouco mais. Ou, para quem se esgota a fazer tudo, optar por fazer um pouco menos.
Setembro é, para muitos de nós, um mês de recomeços. O descanso, o sossego e as férias dão lugar ao retorno à rotina. Parece que o filme da nossa vida do dia-a-dia tinha sido deixado em suspenso e, agora, volta tudo ao que era antes. Será assim? Por um lado, pode ser que seja. Retomamos as rotinas
O medo fala-nos sempre de futuro. Quando nos falta a capacidade de viver no presente, surge o medo. O medo fala-nos de possibilidades que podem nunca vir a concretizar-se. Mas enquanto surgem e desfilam na nossa tela mental, retiram-nos do centro. Transportam-nos para um lugar de vulnerabilidade q
Às vezes é difícil estarmos, realmente, presentes e a experienciar o momento que estamos a viver. Muitas vezes, vivemos em modo de sobrevivência. Ou em estado de alerta constante, em estado de Hiper vigilância e em modo de permanente antecipação de todos os problemas e cenários caóticos que poderão
Nem sempre sentimos que temos permissão para dizer que não. Que não nos apetece. Que não aceitamos. Que hoje não contam connosco. Que vamos preferir o nosso descanso e a nossa verdade ao invés de agradar e dizer um sim mentiroso. Acreditamos que, para ser amados, temos de ficar bem vistos. De viver
Que saibamos encontrar formas de comunicar o que nos pesa. Que não deixemos cristalizar a dor debaixo da nossa pele. Que não naturalizemos o não falar. O não dizer. O guardar para nós. Que as nossas palavras sejam mais vezes penas do que setas. Que as nossas atitudes revelem a bondade do nosso coraç
Que eu saiba descansar na mesma medida em que sei trabalhar.
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