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No final de uma entrevista a J.R.R. Tolkien, escritor do mundo imaginário que lemos em "O Senhor do Anéis", o jornalista Bowen pergunta se ele preferia ser recordado como o homem que fez alguma coisa, ou o homem que disse alguma coisa. Tolkien faz uma pequena pausa e responde que não podemos separar
Os desafios de atualmente são tremendos. A cada ano que passa parece que tudo se adensa, que o ritmo se torna ainda mais acelerado. O tempo que temos para o nosso mundo interno, e para o cultivo da nossa paz, esgota-se sem sequer nos apercebermos. Os apelos externos não são passíveis de redução. No
«Frequento o quinto ano da universidade e terminei a época de exames no cume de uma crise que se arrasta há meses. Não estou feliz, triste, zangado ou nervoso. Nada disso. É-me indiferente o que aprendo. Sinto-me desumanizado. Sinto-me um computador que atingiu um resultado, escravo de um sistema q
Não esperes receber dos outros tanto quanto lhes dás, pois há cada vez mais gente com o coração de pedra. Quando amamos alguém e, por isso, fazemos das suas tristezas e alegrias, tristezas e alegrias nossas, isso nunca pode garantir que teremos do outro o mesmo que lhe estamos a dar. Aliás, se o am
Como é que encaramos a morte? Não só a nossa mas também a do outro. A razão desta minha interrogação está bem fresca. Ontem fui ao funeral de um bebé. Só estava eu e o diácono permanente. Não tinha lá os pais e nem sabia o nome. Não interessa o nome! Foi o primeiro assim. Incomodou-me. Já o esperava
Poucos são os dias em que a vida nos é agradável sem que tenhamos de lutar por isso. Não podemos controlar o que nos acontece, mas somos chamados a responder a tudo o que sucede connosco e à nossa volta, procurando sempre apontar o rumo da história para onde queremos. Não se trata de uma escolha po
Quando vemos as trapalhadas impensáveis que existem actualmente, sobretudo com Trump, questiono: o que pode o pobre coitado como eu ou o leitor fazer? Somos uma minúscula parte da nossa comunidade e sociedade que afecta o ambiente ao seu redor — família, trabalho, vila ou cidade — mas com a sensação
É fácil perdermo-nos quando os caminhos sugeridos são imensos. Vai por aqui. Dizem. Faz assim. Compra isto. Faz esta viagem. Experimenta este restaurante. Segue este influencer. De repente, todos somos peritos em sugestões e em caminhos. No meio de tanta informação ficamos sem bússola. Ou melhor,
Estou cada vez mais convencido de que precisamos de silêncio. Isto porque continuo a ler comentários despropositados, arrogantes e moralistas, que não hesito em chamar de tragédia dentro de outra tragédia, sobre a morte daqueles jovens na Passagem de Ano em Crans-Montana, na Suíça. Só com a citação