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Há um erro em que caímos muitas vezes, empurrados pela pressa. O de acreditar que, por detrás da porta de um hospital, mora apenas um doente. Mas não. Não mora. Definitivamente, não mora!
Nem sempre sentimos que temos permissão para dizer que não. Que não nos apetece. Que não aceitamos. Que hoje não contam connosco. Que vamos preferir o nosso descanso e a nossa verdade ao invés de agradar e dizer um sim mentiroso. Acreditamos que, para ser amados, temos de ficar bem vistos. De viver
Nesta primeira fase de Exames Nacionais pude constatar, mais uma vez, o medo do fracasso, por parte dos meus alunos. Causas? Ansiedade, baixa autoestima, pressões familiares... O erro e a dificuldade fazem parte do processo de aprendizagem. O fracasso escolar não define a inteligência ou o valor de
As dores engrandecem-nos e enobrecem-nos. Podem fazer de qualquer um de nós um herói ou um fugitivo. Uma simples mudança brusca na vida pode criar uma revolução interior. Aquilo que se alterou no exterior obriga-nos a transformar o interior, e isso dói sempre — mesmo quando é para melhor. A dor rev
O ano escolar aproxima-se do fim. Estamos em época de exames. Como professor, assaltam-me sempre grandes questões. Há uma pergunta que me acompanha sempre que penso no papel da educação: para que serve, afinal, a escola? Com o tempo, convenci-me de que a sua verdadeira missão não é debitar programa
A mensagem chegou-me por WhatsApp como tantas outras: chegou sem contexto, sem aviso, no meio de coisas pequenas que ocupam o dia. Era uma mensagem do Tiago, um colega do meu hospital. Simples, directo: — “Uma questão… Quem era a Verónica?" Fiquei a olhar para o ecrã durante uns segundos. Podia
Desculpa. É outra das minhas palavras favoritas. Devo certamente algumas e tenho algumas a haver, quem sabe, mas a vida segue sem tantas vezes, nos darmos conta do quão importante seria parar, refletir e pedir desculpa, despretensiosa e acima de tudo sinceramente.
Que saibamos encontrar formas de comunicar o que nos pesa. Que não deixemos cristalizar a dor debaixo da nossa pele. Que não naturalizemos o não falar. O não dizer. O guardar para nós. Que as nossas palavras sejam mais vezes penas do que setas. Que as nossas atitudes revelem a bondade do nosso coraç