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Nos últimos tempos, muito se tem falado sobre imigração. O que se deve fazer? O que se deve legislar? O que se deve permitir ou proibir? Muitas vozes, mas também muito ruído… O que será mais urgente? Não tenho dúvidas. É urgente uma verdadeira consciencialização. Consciencialização de que não somos
Pessoas que abraçam. Que abraçam mesmo, do fundo do coração. Pessoas que dão a mão como quem dá o coração: para sempre. Pessoas que olham mais fundo, que olham a alma. Pessoas que sorriem como quem abraça. Pessoas que são feitas de tanta ternura, que quase parece que cura. Pessoas que são colo que t
Por fora, parecemos sempre ter vidas melhores, com menos tristezas e mais paz e alegria, como se houvesse uma lei que obrigasse todas as pessoas a esconder as suas adversidades. As dores pequenas gritam, as grandes atacam-nos em silêncio e deixam-nos mudos, como elas. A verdade é que as pessoas ma
A necessidade de controlar tudo o que acontece pode chegar-nos por causa de uma profunda necessidade de segurança. Temos a ilusão de que se conseguirmos (e pudermos) controlar o mundo à nossa volta, podemos viver numa bolha idealizada e maravilhosa, mas pouco real (no fundo). A verdade é que a nece
Se perguntarem aos jovens qual é o seu maior medo, na grande maioria, responderão que é o medo de ficar sozinhos. Mais uma vez constatei esta realidade ao falar de uma famosa peça de teatro escrita em 1897 por Edmond Rostand: Cyrano de Bergerac. Cyrano de Bergerac é um herói romântico, que combate a
Ver a beleza do desapego... é algo difícil. Somos seres apegados a tudo o que nos rodeia: sítios, coisas, pessoas, lembranças, rotinas. Apegamo-nos até mesmo a ideias sobre quem somos. Apegamo-nos ao que conhecemos, pois o desconhecido por vezes assusta. Queremos prender os cilcos efémeros da
Há momentos em que nos sentimos algo perdidos entre a certeza de que merecemos muito mais do que aquilo e aqueles que está e estão à nossa volta, e uma outra certeza contrária que nos garante que tudo o que temos já é muito mais do que merecemos. Serei eu um desafortunado que merece compaixão e que
Há quem defina a paz como uma pausa entre as guerras. E sabemos que existem muitos tipos de guerra. Por isso, uma pausa é muitas vezes aproveitada para recuperar e descansar. Porém, evitaríamos mais guerras no futuro se a pausa fosse para pensar. Pensar em quê? Pensar porquê? Um pensar em coisas
Apercebo-me de que, muitas vezes, vivemos em esforço. Sentimos que temos de corresponder às expectativas dos pais, dos professores, dos amigos, da sociedade no geral. Vivemos como se o guião da nossa própria vida nos fosse alheio. Como se nem sempre reconhecêssemos ou tivéssemos consciência dos moti