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Esta pergunta é em primeiro lugar para mim própria porque, se calhar, não procuro uma resposta tantas vezes quanto deveria! É que tantas vezes nos limitamos à nossa pequenina existência, ao nosso mundinho que preenche um dia a seguir a outro, com as nossas questões e inquietudes, com a nossa rotina,
Os diques que funcionam como fusíveis rebentam. Os morros de terra perto de casas derramam-se em lamacentos rios e ameaçam o desabar de um prédio. Demasiada chuva. Demasiada água, mas não vem depois da tempestade a bonança? A água é um elemento essencial à vida. O movimento da água estrutura e tor
Há, na vida, alturas assim. Em que nos vemos dentro da própria tempestade. Como se também ela fizesse parte de nós. Como se tudo à nossa volta fosse, simplesmente: caos, lama e destruição. É assim que nos temos visto nas últimas semanas. A braços com uma intempérie externa que nos veio, igualmente,
A Bíblia serve para tudo? Esta reflexão vem a propósito do que ouvi ao longo destas últimas semanas por causa das eleições presidenciais. A Bíblia sempre pôde ser usada para tudo. Para amar ou para odiar. Quem o faz pode ser crente ou não crente. E a pregação fundamentalista ou o evangelho do ódio,
O amor que um dia foi verdade nunca desaparece. Pode afundar-se dentro de um coração ao ponto de já ninguém, nem o próprio, o ver. Mas não morre, porque o amor não morre, nunca. Bastará muito pouco para que se manifeste e se revele vivo, apesar de tudo. É dolorosíssimo aceitar que já não há neste mu
«O amor e a amizade conhecem a possibilidade de um fim, de uma queda; a fraternidade não, porque somos irmãos e irmãs para sempre, e ninguém escolhe os seus irmãos e irmãs. Mas este estatuto de fraternidade é simultaneamente um dom e uma tarefa; estamos na mesma ordem que a communitas, o lugar do cu
Tenho pensado cada vez mais sobre isto do estar presente. Num mundo com pressa e com valores que se atropelam, onde cada um quer mais falar de si, sobrando pouco para o outro; presença pode ser um presente incrível para oferecer, ainda por cima gratuito! E tu quando estás, estás? A minha resposta se
No final de uma entrevista a J.R.R. Tolkien, escritor do mundo imaginário que lemos em "O Senhor do Anéis", o jornalista Bowen pergunta se ele preferia ser recordado como o homem que fez alguma coisa, ou o homem que disse alguma coisa. Tolkien faz uma pequena pausa e responde que não podemos separar
Os desafios de atualmente são tremendos. A cada ano que passa parece que tudo se adensa, que o ritmo se torna ainda mais acelerado. O tempo que temos para o nosso mundo interno, e para o cultivo da nossa paz, esgota-se sem sequer nos apercebermos. Os apelos externos não são passíveis de redução. No