Recomeços
Setembro é, para muitos de nós, um mês de recomeços. O descanso, o sossego e as férias dão lugar ao retorno à rotina. Parece que o filme da nossa vida do dia-a-dia tinha sido deixado em suspenso e, agora, volta tudo ao que era antes.
Será assim?
Por um lado, pode ser que seja. Retomamos as rotinas, o percurso diário de casa para o trabalho, o tempo contado para tudo, a ansiedade e a confusão de mãos dadas com a pressa e com o ter-de-fazer.
Por outro, também podemos optar por entender este momento como um convite e uma oportunidade para fazer diferente. Um recomeço não implica necessariamente que se faça tudo igual. E, mais ainda, um recomeço não tem de chegar em setembro, em janeiro ou em datas específicas de um calendário.
O convite ao(s) recomeço(s) está sempre feito pela própria vida. Nós é que vamos assumindo demasiadas zonas de conforto e teimamos em descartá-lo como se não tivéssemos alternativas. Temos sempre.
Temos sempre a possibilidade de fazer diferente.
De olhar para as coisas como se fosse a primeira vez.
De trazer amor às rotinas aborrecidas.
De percorrer outros caminhos.
De olhar mais vezes para o céu e menos vezes para o chão.
De tentar ter mais paciência ou empatia com aquela pessoa que nos enerva ou desconcerta, por muito que seja difícil.
De olhar para nós com mais apreço e alegria.
De não tomar tudo como garantido.
Enquanto houver vida, haverá sempre a possibilidade de recomeçar.
Enquanto houver vida, há caminho. Que nos sobre coragem para o descobrir uma e outra vez.