As coisas do espírito serão somente imateriais? Há quem pense que sim, mas talvez seja incompatível com o facto de sermos materiais e da impossibilidade de separar a percepção das coisas do cérebro que as percepciona. Se o corpo afecta o nosso espírito (e todos sentimos isso), por que razão não have
Saí para almoçar com Ele. Já tínhamos tudo combinado. Ele pagava o almoço e eu colocava-lhe as questões. Ele escolheria os pratos e eu inundar-Lhe-ia de inquietações.
Vivemos (quase) sempre a mil à hora. Acumulamos tarefas, respostas, e-mails, faltas de tempo de vontade. Esperam que consigamos dar tudo, a tempo inteiro. Sem reclamar. Sem caras feias, sem sobrolhos franzidos. O ritmo de tudo é alucinante. As esperas no trânsito são capazes de despertar o pior que
Como era conversar com o Padre Pio? Qual era a sensação de olhá-lo nos olhos e observar, de perto, os seus estigmas? E ser olhado por ele e receber uma sua carícia? Como rezava ele e como era a sua vida conventual diária? A estas e a outras perguntas respondem muitos dos que conheceram de perto o P
Uma premissa para esta minha reflexão: a pedofilia é um crime hediondo! Independentemente de quem o pratique, é-me profundamente repugnante. Como disse, várias vezes o Papa Francisco: uma doença.
Insistem em repetir-me, às vezes, como quem tenta acordar-me para a realidade. Como quem quase parece tentar acusar-me de não ver bem. De só ver o lado bonito. Como se o lado bonito fosse o lado errado. E como se continuar a acreditar fosse sinónimo de fragilidade, de ilusão.
É frágil, mas não é falsa. É feita de barro e pode partir-se num instante, no entanto foi moldada e pintada por pessoas que lhe dedicaram muito do seu tempo e talento.
Hoje, a liturgia do 25º Domingo está recheada por um forte apelo de desprendimento total: «Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» A astúcia de um leva o Senhor ao elogio, mas também à advertência: «Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem?»
Talvez nos falte mais. Sim, talvez nos falte sermos mais. Permitirmos que o encontro connosco aconteça no nosso quotidiano. Sem receio do que possamos descobrir. Sem medo de que os nossos cacos revelem a inteireza do que somos. Necessitamos deste descobrimento que nos ajuda a abraçar-nos. Que nos aj