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Ainda há quem voe. Existe, por entre terras pouco habitadas e esquecidas pelo tempo, quem não desista de voar por entre a sua vida. Voam para que o chão não lhes impeça de dar passos. Voam para que possam tocar o céu que lhes foi retirado sem que pudessem vir a tocá-lo.
O que aconteceria a um rio se não houvessem margens? Não desaguaria. Não seria um rio. Perderia a sua identidade. Do mesmo modo, as nossas limitações não são um obstáculo, mas fazem parte da nossa identidade.
Já não temos tempo para fazer nada que não seja trabalhar. Quando temos um bocadinho livre acabamos por escolher adiantar uma qualquer tarefa que até podia ser feita noutro momento qualquer.
Tenho passado os últimos dias a sonhar… A sonhar com um mundo novo! Um mundo onde o sofrimento e a dor continuam a estar presentes, porém a Esperança é ainda mais forte do que nunca! A Esperança de que tudo fará sentido num amanhã que está para descobrir…
V TC «… diante dos homens (…) as vossas boas obras glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus». Ano A
Olhando a nossa vida com distanciamento, conseguimos encontrar pontos onde saímos do nosso caminho, nos afastámos do que nos faria felizes, pontos onde nos perdemos, porque perdemos tempo, desperdiçámos oportunidades, destruímos pedaços da nossa vida.
Hoje – não sei se mais do que nunca – vivemos num mundo cheio de segundas intenções.
Não gostamos de lidar com as consequências do que nos acontece. Gostamos mais quando a nossa vida passa despercebida ou, melhor, quando as nossas asneiras e erros não dão nas vistas nem ao mais atento observador.