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Um dia houve alguém que nos encontrou. Parou diante da berma das nossas vidas e convidou-nos a entrar na casa do Seu amor. Não viu o que éramos ou fazíamos, mas olhou-nos com toda a Sua atenção. Tornou-nos o Seu mais que tudo. Fez de nós os meninos e meninas dos Seus olhos.
Começamos a sentir o tempo a mais como um peso. Quando pensávamos que teríamos uma oportunidade de fazer as coisas para as quais não havia tempo, vemo-nos confrontados com o peso de nos libertarmos de uma epidemia, aprisionando-nos em casa. Queremos respirar liberdade e encontrei a forma de o fazer
Temos um inimigo entre nós. Já lá vão algumas semanas e o inimigo instalou-se debaixo das nossas esperanças, das nossas expectativas, da nossa qualidade de vida, da nossa pele, das nossas mãos, dos nossos pés, da nossa vida.
A palavra Esperança é neste último mês, bem como nos próximos, o desiderato mais pensado, desejado, rezado e expresso pela grande maioria da população quando ouve as palavras coronavírus ou covid-19. Como enfrentar um "inimigo" que não se vê e que é tão letal como este vírus?
Hoje, a liturgia do Domingo de Ramos, do Ano A, toma a Palavra de Deus e faz Dela Carne, Sangue e Vida. O Nosso Salvador é Aquele que se abandona no regaço do Pai e acata, mansamente, tudo o que Este Lhe diz: «Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que Eu o beba, faça-se a tua vontade».
Vivemos um tempo novo, as nossas rotinas foram alteradas, quase que já temos outras… Parece que mudámos de continente, de cultura ou de século… Um vírus veio mudar quase tudo no nosso mundo.
É preciso deixar no passado aquilo que foi passado. Não se pode pisar nada de novo se continuamos a persistir no que foi antigo. Há que existir uma libertação para que possamos começar uma nova ação. Só deste jeito permitiremos que o perdão nos seja dado. Deixando que tudo seja, de novo, trabalhado
Neste período intenso e difícil de isolamento para todos nós, é bom redescobrir a Palavra de Deus como um fortíssimo alento e manancial de sentido. Por isso partilho a experiência e profecia de Joel.
Eu tinha entrado no laboratório há 30 horas para obter dados experimentais no âmbito do meu doutoramento. Já tinha lido tudo o que havia para ler sobre sprays, gotas, e transmissão de calor. O que haveria de ler mais? Foi aí que descobri o quanto nada sabia sobre filosofia e teologia.