Arrisco a dizer que estamos, todos, com muita sede de virar a página. Queríamos que estes tempos difíceis desaparecessem dos nossos dias; que as notícias que nunca são boas dessem lugar a pontinhos de luz e de esperança em forma de informação e de conteúdo. No entanto, parece que ainda não estamos a
Sim. O natal comercial, já! Foi bem mais curto. Com o adiamento da possibilidade de trocar as prendas e da ida aos saldos para dia 10 de janeiro, então é que esse natal se apagou… Já se prepara a Passagem de Ano!
Os dias 24 e 25 de Dezembro passam depressa, mas as questões que colocam à nossa humanidade são mais do que lentas. São irremovíveis
É Natal nasceu Jesus…pequenino, amoroso….o céu encheu-se de estrelas….que iluminavam o estábulo onde nasceu o Deus menino.
A impreparada humanidade, que tantas vezes nos desilude, a nossa vida inconcludente é a manjedoura de Deus
Alguns de nós não reparam na existência de outros. Não é nem justo nem inteligente. As nossas pressas e problemas não justificam que sejamos tão egoístas que nos julguemos os únicos merecedores da nossa atenção. Bem pelo contrário, mal está quem cuida apenas de si, quem deixa o seu próximo sem um si
Não é Natal enquanto não renovarmos o nosso coração. Não é Natal enquanto não formos capazes de ser portadores de um amor que faz novas todas as coisas. Não é Natal enquanto não nascermos para uma dádiva permanente.
Estamos atentos às luzes de Natal porque ofuscam o nosso olhar pelas ruas das cidades. Depois, nem todas as cidades podem usufruir (por enquanto) dos climas de invernos com neve, pelo que nem todos temos a mesma sensibilidade para uma das estruturas naturais mais belas do mundo: os cristais de gelo.
Naomi, Charles e Christopher: três histórias com refugiados na Nigéria