A(s) teia(s) da nossa vida
Já reparaste no trabalho que envolve fazer uma teia e ao mesmo tempo para algo tão frágil e efémero. É curioso como as teias cumprem o seu propósito mesmo que desapareçam ou sejam eliminadas rapidamente.
Se estivermos atentos, vemos que as aranhas são rápidas e escolhem sítios estratégicos e que permitam atingir os seus objetivos mesmo que isso implique fazer e refazer uma e outra vez. É um animal engenhoso e teimoso!
Isso leva-me para a teia das nossas relações. Também nós somos construtores de redes, de ligações que nos ajudam a atingir os nossos propósitos sejam eles materiais, espirituais ou emocionais.
Também temos de ser persistentes na união de laços que são muitas vezes assolados por tempestades e ventos mais agrestes.
Também temos de perceber quando devemos deixar uma teia e começar outra, num outro lugar mais protegido ou simplesmente mais bonito.
Também temos de ajustar o tamanho da teia aos que somos capazes de proteger, cuidar e segurar. Nada pode ficar ao acaso, ou melhor: NINGUÉM.
Dá muito trabalho manter uma teia de amizade, pois podemos cair na tentação de achar que ela vale só pelo facto de existir, mas esquecemo-nos que ela apenas resiste na medida em que é fortalecida com gestos e atenções.
Será que temos apenas uma teia? Será que temos várias de acordo com o que pretendemos dela? Não sei. Apenas constato que há muita coisa que nos une e que isso é o que nos torna mais fortes. A força que tenho foi tecida por outros, e eu a outros a passarei, e enquanto isso reforço cada um dos fios que me unem ao que me faz ser a melhor versão de mim mesma.
Nesta teia gigante onde estamos, movemos e relacionamos somos mais importantes na garantia da sua manutenção do que aquilo que pensamos.
E tu, amiga, como é a tua teia?