A vida num segundo
Já apanhas te um daqueles sustos que te fazem ver a vida num segundo. Daqueles que pensas: “foi por um triz!”?
Acredito que sim! Como foi?
Quais foram as primeiras imagens e sentimentos que surgiram?
Pensas-te em mudar alguma coisa?
Desculpa as minhas perguntas mas acho curioso como numa fração de segundo, o nosso cérebro tem a capacidade de processar tanta informação e ir buscar ao subconsciente memórias quase esquecidas. Dá tempo para relembrar o passado e até de imaginar o que perderíamos que a nossa vida terminasse ali, naquele segundo. Os filhos que não veríamos crescer, os netos que não veríamos casar e eu sei lá o que mais nos ocorre. É como uma tempestade que nos abana mas que depois segue caminho deixando-nos com a destruição.
E depois, o que muda, se é que muda alguma coisa?
Depois de recuperados do susto é tempo de ser gratos e, até fazer de promessas que rapidamente “leva-as vento”. Seguimos caminho a recuperar de medos de voltar a passar por algo semelhante, seja connosco, como com os nossos. Sim, porque quando algo grave acontece com os nossos, a emoção é idêntica. Quando recebes uma chamada de alguém aflito a pedir ajuda. Quando te ligam da escola a dizer que o teu filho se magoou. Quando ligas para casa dos pais e ninguém atende. Quando somos incapazes de controlar o presente, tememos o futuro e somos envolvidos pelo saudosismo do passado.
Seja connosco ou com os nossos, volta e meia somos assolados por sustos que nos fazem ver a vida numa pequena fração de segundo. Quando não for evitável é aproveitar!
É ser grato, é abrir os olhos do coração e é refletir sobre essas emoções e em especial pelas pessoas que as causaram. Se calhar é essa a mudança que precisas. Se calhar são abraços que não foram dados, conversas silenciadas e projetos escondidos.
Se calhar pode ser o princípio de algo!
E tu amiga, que sustos já apanhas-te?