As conversas que curam almas
Com certeza já estiveste numa conversa em que simplesmente ”desligaste” e deixaste de estar presente, porquê? O que te fez não querer ouvir?
Mas também tenho a mesma certeza de que já tiveste conversas para as quais desejas-te não terem fim de tão boas que são. Certo?
O que será que as distingue? São as pessoas, os temas, o sítio?
É difícil atribuir responsabilidades mas reconheço que não é fácil teres uma conversa em que te sintas escutada tanto como ouvida. Não me refiro a uma moeda de troca mas da reciprocidade da conversa.
Por vezes, até gostamos muito de um amigo, mas ele não tem a capacidade de desenvolver uma conversa com profundidade e ficamos ali a discutir o mais trivial que existe.
Outros são de tal ordem egoístas que nunca nos perguntas se estamos bem, mas afirmam e constatam que “estamos bem”.
Raras são as conversas em que se perguntam o que se pensa, o que se sente sobre um assunto sem que degenere na discórdia ou na desvalorização do que pensas por força de um rótulo qualquer.
Gosto de falar com pessoas que me perguntam sobre as minhas coisas, os meus pensamentos, os meus projetos. Pessoas que se preocupam em sair do óbvio e do supérfluo para esventrar aquilo que às vezes precisa de ser falado e oficializado.
Recentemente tive um jantar com uns amigos que têm esse dom! O dom de nos porem tão à vontade que falamos das nossas coisas sem filtros e ao mesmo tempo sem domínio absoluto. Falamos do que sentimos e sim, sentimento puxa sentimento com mais facilidade do que imaginamos e quando te aperceberes é um pedacinho da alma que curaste.
Podemos todos treinar melhor essa capacidade de falar e de ouvir mas essencialmente de nos conhecermos mais e melhor. Como? Podemos começar por fazer mais perguntas em vez de afirmações.
E tu, amiga com quem são as conversas que curam a tua alma?