Vamos lá!
Arrebita!
Anima-te!
Força! Vá lá, não desanimes. São chavões muito comuns que por vezes têm o condão de nos deixar ainda mais desanimados. E repetimos esses trejeitos sem pensar muito.
A verdade é que, às vezes, precisamos que alguém nos empurre nos puxe para cima e nos relembre que o facto de nos sentirmos miseráveis não nos traz qualquer vantagem. Sim, porque por vezes, sentimo-nos de tal ordem desanimados que o que nos resta é “deixar estar assim”, quieto e sossegado à espera que passe. Por experiência, sei que passa, mas vai deixando mazelas.
Para que a expressão “Vamos lá” não pareça paternalista deve vir acompanhada de lufadas de ar fresco, sugestões, ideias, e não apenas palavras inspiradoras que nos soam a oco.
O “vamos lá”, deve implicar ir mesmo, tomar as dores e procurar soluções.
O “vamos lá” pode ser poderoso quando tu vais lá e ajudas a ver opções.
E sim, vale a pena estimular os outros a sair do seu lugar seguro porque já procuraram tanto, já tentaram tanto e nem sempre as portas se abrem até que um dia alguém se lembrou e te deu a mão.
Nem sempre são os mais próximos que nos conseguem ajudar a sair do sítio, às vezes a ajuda vem de fora, de onde nunca esperarias. Vem sobre forma de mensagens, palavras ou convites inusitados e são esses que nos dão vontade de “ir outra vez à luta”.
Seja por um emprego, uma relação melhor, uma casa ou algo que tanto ambicionamos mas que nos parece tão difícil, seja por o que for, eu sei que tanto posso precisar de um” vamos lá” como posso ser eu a responsável por alguns irem por onde nunca pensaram ir.
E tu, amiga, anima-te, “vamos lá”?