Vamos lá!

Cartas a uma amiga 27 junho 2026  •  Tempo de Leitura: 2

Arrebita!

Anima-te!

 

Força! Vá lá, não desanimes. São chavões muito comuns que por vezes têm o condão de nos deixar ainda mais desanimados. E repetimos esses trejeitos sem pensar muito.

 

A verdade é que, às vezes, precisamos que alguém nos empurre nos puxe para cima e nos relembre que o facto de nos sentirmos miseráveis não nos traz qualquer vantagem. Sim, porque por vezes, sentimo-nos de tal ordem desanimados que o que nos resta é “deixar estar assim”, quieto e sossegado à espera que passe. Por experiência, sei que passa, mas vai deixando mazelas.

 

Para que a expressão “Vamos lá” não pareça paternalista deve vir acompanhada de lufadas de ar fresco, sugestões, ideias, e não apenas palavras inspiradoras que nos soam a oco.

 

O “vamos lá”, deve implicar ir mesmo, tomar as dores e procurar soluções.

O “vamos lá” pode ser poderoso quando tu vais lá e ajudas a ver opções.

 

E sim, vale a pena estimular os outros a sair do seu lugar seguro porque já procuraram tanto, já tentaram tanto e nem sempre as portas se abrem até que um dia alguém se lembrou e te deu a mão.

 

Nem sempre são os mais próximos que nos conseguem ajudar a sair do sítio, às vezes a ajuda vem de fora, de onde nunca esperarias. Vem sobre forma de mensagens, palavras ou convites inusitados e são esses que nos dão vontade de “ir outra vez à luta”.

 

Seja por um emprego, uma relação melhor, uma casa ou algo que tanto ambicionamos mas que nos parece tão difícil, seja por o que for, eu sei que tanto posso precisar de um” vamos lá” como posso ser eu a responsável por alguns irem por onde nunca pensaram ir.

 

E tu, amiga, anima-te, “vamos lá”?

Raquel Rodrigues

Cronista "Cartas a uma amiga"

Raquel Rodrigues nasceu no último ano da década 70 do século passado. Cresceu em graça e em alguma sabedoria, sendo licenciada em Gestão, frequenta o mestrado em Santidade: está no bom caminho!

Aproveita cada oportunidade para refletir sobre os sentimentos que as relações humanas despertam e que, talvez, sejam comuns a muitas pessoas. A sua escrita é fruto da vontade de partilhar os seus estados de alma com a “amiga” que pode bem ser qualquer pessoa que leia com disposição cada uma das suas cartas.

Subscrever Newsletter

Receba os artigos no seu e-mail