As nossas inconstâncias
Gosto de confiar nas pessoas;
Gosto de saber que posso contar com elas;
Gosto que se cumpram compromissos;
Gosto de alguma previsibilidade de comportamentos.
E tu?
Não gosto quando me dizem que vão e não vão;
Não gosto que digam algo que não corresponde às ações;
Não gosto que se comprometam e depois ignorem o compromisso.
E tu?
Tenho um pouco de dificuldade em confiar nas pessoas que parece que fazem tudo, e nos vendem a ideia de que amanhã te resolvem o problema e depois desaparecem e escondem-se atras de desculpas e desculpas.
Aquelas pessoas que se comprometem a passar logo lá em casa para te resolver algo, e não aparecem.
Aqueles que dizem que adoram o que faço mas quando pergunto, nem se quer sabem do que falo.
Arrisco-me a dizer que já todos fizemos isto. Em algum momento tivemos uma epifania de euforia e dizemos: “eu faço isto e aquilo” e depois passa como uma brisa. Depois fracassamos e pomos nas gavetas os projetos que idealizamos. É agora…mas não foi!
O problema aumenta quando envolvemos outros nas nossas inconstâncias e fracassamos com as nossas promessas. O problema é que há cada vez mais pessoas que ora é tudo, ora é nada e isso quebra qualquer espirito de confiança que alicerça as relações.
Quando no auge da nossa vontade, nos comprometemos, devemos garantir que caso não o façamos, pelo menos desculpamo-nos e assumimos: olha que o outro repara, e às vezes o outro és tu.
Não pares de sonhar e envolver quem te ama, mas mostra-lhe respeito tanto no sucesso como no fracasso.
E tu amiga, tens sido inconstante?