Afinal, quais são as tuas prioridades?

Cartas a uma amiga 30 maio 2026  •  Tempo de Leitura: 2

Temos tantas solicitações e programas que há dificuldade em escolher aquilo que realmente vale a pena. Até porque muitas das vezes o conforto da casa fala mais alto e acabamos por adiar projetos, visitas, caminhadas e encontros.

 

Mas a verdade é que quando queremos arranjamos sempre tempo. Há de tudo:

Aqueles que nunca têm tempo para nada mas que andam metidos em tudo;

Aqueles que não estão metidos em nada, nem querem estar;

E depois há a queles que até nem queriam estar, mas para desenrascar algo acabam por ficar permanentes.

 

E claro ouvimos “são sempre os mesmos” pois são, e às vezes ainda bem. Ainda bem que temos gente de compromisso que diz”presente” quando se pergunta qualquer coisa.

 

Esses são os corajosos. Depois temos aqueles que estão sempre á espera da ultima hora para confirmar se estão ou não presentes nos compromissos.

 

Isso é válido para quase tudo. Sejam reuniões, ou jantares há sempre alguns que se tem de perguntar diretamente pois têm dificuldade em dizer “sim ou não” gostam de ficar em cima do muro a ver o que acontece.

 

E pronto!

 

Temos cada vez mais dificuldade em assumir compromissos e definir prioridades. Estamos muito sujeitos à nossa disposição, ao “quem vai la estar” ou “se vale a pena” e poucas vezes assumimos perante quem nos congrega que fazemos questão de estar.

 

E imprevistos? Irra, esses é escolher! Há sempre algo que acontece que impede de estar até que descobrimos que na verdade esse imprevisto até era previsível.

 

Por isso define bem as tuas prioridades, aquilo pelo qual te comprometes.

 

Que a tua prioridade seja seres feliz…mas não te esqueças da felicidade dos outros.

 

E tu amiga, quais são as tuas prioridades?

Raquel Rodrigues

Cronista "Cartas a uma amiga"

Raquel Rodrigues nasceu no último ano da década 70 do século passado. Cresceu em graça e em alguma sabedoria, sendo licenciada em Gestão, frequenta o mestrado em Santidade: está no bom caminho!

Aproveita cada oportunidade para refletir sobre os sentimentos que as relações humanas despertam e que, talvez, sejam comuns a muitas pessoas. A sua escrita é fruto da vontade de partilhar os seus estados de alma com a “amiga” que pode bem ser qualquer pessoa que leia com disposição cada uma das suas cartas.

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