Somos muito mais do que os erros que cometemos.

Cartas a uma amiga 7 março 2026  •  Tempo de Leitura: 2

Há erros que nos marcam mas não nos definem

 

Há erros que nos mudam a vida mas que não são inúteis.

 

Mas então, porque será que temos a tentação de estar sempre a procurar os erros dos outros. Há um apetite voraz de procurar as falhas dos outros mas para quê?

 

É natural que reparemos nas coisas que os outros fazem e que não gostamos assim tanto, mas escarafunchar e estar constantemente a relembra disso parece-me vão. Outras vezes adoramos realçar o pior do outro para camuflar falhas nossas.

 

Todos erramos, seja em palavras ou em atitudes que, ao olhar mais atento, não nos deixam orgulhosos. Eu pelo menos sei de umas tantas, resultado de impulsividade e de alguma mágoa. Mas serão esses erros que me definem como pessoa? Não creio.

 

Quando erro, e me apercebo de tal, nem sempre sei corrigir, outras vezes não há muito a fazer a não ser conter os danos e pedir desculpa. Mas se quiser, esse erro vai ser um excelente ensinamento.

 

Ora o que me custa é como catalogamos as pessoas quando elas cometem erros, como somos cruéis na condenação ”eterna”, como não damos o benefício nem da dúvida nem da aprendizagem.

 

Enquanto puder irei tentar olhar para quem erra como muito mais do que isso. E sabes, se estivermos bem atentos poderemos encontrar coisas preciosas e estimular a que o erro dê lugar a um novo rumo.

 

Lamento informar que vou continuar a errar, e não o digo com orgulho, mas com a humildade de reconhecer que faz parte do crescimento. Até lá, tem paciência comigo e não me rotules pelos erros que cometo mas dá-me o benefício da dúvida: pelo menos tentei!

 

E tu amiga como te defines?

Raquel Rodrigues

Cronista "Cartas a uma amiga"

Raquel Rodrigues nasceu no último ano da década 70 do século passado. Cresceu em graça e em alguma sabedoria, sendo licenciada em Gestão, frequenta o mestrado em Santidade: está no bom caminho!

Aproveita cada oportunidade para refletir sobre os sentimentos que as relações humanas despertam e que, talvez, sejam comuns a muitas pessoas. A sua escrita é fruto da vontade de partilhar os seus estados de alma com a “amiga” que pode bem ser qualquer pessoa que leia com disposição cada uma das suas cartas.

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