É o que é!

Cartas a uma amiga 31 janeiro 2026  •  Tempo de Leitura: 2

E pronto, não vale a pena contestar, esbracejar porque as coisas são como são e nem sempre como queres que seja.

 

É o que é, as pessoas são como são e tu és o que és!

 

Dou por mim a aceitar que há coisas com as quais não vale a pena lutar, e a aceitar que elas são assim e eu, por mais que tente, não as consigo mudar. Depois resta-me decidir se quero fazer parte de algo em que não sinto que “Sou” ou se simplesmente aceito e sigo outro caminho.

 

Não significa que tenha razão, ou que a minha perspetiva seja a correta, mas há momentos que sentes ninguém quer saber da tua opinião e como tal aceitas que as coisas são como são.

 

Não podemos mudar o mundo nem moldá-los às nossas convicções ou pontos de vista, mas talvez conseguíssemos melhor se ouvíssemos mais opiniões com vontade genuína de receber um contributo para o que pensamos, sem estereótipos nem barreiras.

 

Resignamos e baixamos os braços porque nem sempre vemos as nossas opiniões e ideias serem recebidas como algo bom, por mais estranho que pareça. Perdemos muito tempo com o ruído e esquecemo-nos do que realmente é importante: Aquilo que tu és!

 

E o que és é uma construção repleta de muitas e variadas peças, de alegrias, mágoas, rancores e conquistas e elas tornam-te única e especial.

 

Não te distraias com o ruído dos que querem parecer superiores e definir como as coisas têm de ser. Repara que aquilo que é depende muito do sítio em que estás, na posição em que olhas para a situação, ou das tuas próprias fragilidades. E sabes, nem sempre o que é hoje, será amanhã por isso está atenta, amanhã pode ser a tua oportunidade que aquilo que é ser exatamente aquilo que queres que seja.

 

E tu, amiga, como queres que seja o teu amanhã?

Raquel Rodrigues

Cronista "Cartas a uma amiga"

Raquel Rodrigues nasceu no último ano da década 70 do século passado. Cresceu em graça e em alguma sabedoria, sendo licenciada em Gestão, frequenta o mestrado em Santidade: está no bom caminho!

Aproveita cada oportunidade para refletir sobre os sentimentos que as relações humanas despertam e que, talvez, sejam comuns a muitas pessoas. A sua escrita é fruto da vontade de partilhar os seus estados de alma com a “amiga” que pode bem ser qualquer pessoa que leia com disposição cada uma das suas cartas.

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