E que tal um empurrãozinho?

Cartas a uma amiga 21 fevereiro 2026  •  Tempo de Leitura: 2

Já sentiste que gostavas que te empurrassem em vez de seres tu a empurrar? 

 

Não te cansas? Não te cansas de bater às portas, de procurar, de perguntar e parecer que as coisas não acontecem?

 

Eu sim!

 

Parece que é tudo arrancado a ferros e que as conquistas que temos, aparentam ser naturais, mas são fruto de muito trabalho e luta. Gostava que certas coisas fossem mais fáceis de conseguir.

 

  • Queres um emprego melhor e até tens muitos amigos mas…parece que não estão na hora certa nem no lugar exato.
  • Queres uma oportunidade de mostrar o que sabes, mas parece que só tu é que vês e tens de lutar para ter “voz, ter vez, lugar”.
  • Queres marcar um encontro, mas as pessoas não têm tempo, vontade ou o que quiserem e tens de insistir e quase pedir para teres um pouco de atenção.

 

Parece que tudo é difícil ao ponto de querer gritar de frustração, ou, por outro lado baixar os braços de desânimo.

 

De vez em quando sabe bem quando algumas coisas nos aparecem como numa bandeja. Que nos surjam oportunidades dignas, que nos façam propostas justas, que nos reconheçam pelo valor que temos e não só pelo valor que lhes poderemos dar.

 

Andamos tão distraídos com o nosso umbigo que também nos esquecemos de dar aquele “empurrãozinho” a alguém. Uma palavra de ânimo, uma mensagem, uma recomendação ou uma sugestão que sabe a empurrão e sabe tão bem!

 

Mas hoje, hoje estou, cansada de empurrar… amanhã… amanhã volto!

 

E tu, amiga, que empurrão sentes que precisas de ter?

Raquel Rodrigues

Cronista "Cartas a uma amiga"

Raquel Rodrigues nasceu no último ano da década 70 do século passado. Cresceu em graça e em alguma sabedoria, sendo licenciada em Gestão, frequenta o mestrado em Santidade: está no bom caminho!

Aproveita cada oportunidade para refletir sobre os sentimentos que as relações humanas despertam e que, talvez, sejam comuns a muitas pessoas. A sua escrita é fruto da vontade de partilhar os seus estados de alma com a “amiga” que pode bem ser qualquer pessoa que leia com disposição cada uma das suas cartas.

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