O caminho de Samuel: BARRO, ÁGUA E NOVO OLHAR (4.º Domingo)
Tomé era conhecido na praça como “o rapaz do barro”. Moldava pequenas figuras com uma habilidade surpreendente, mesmo sem ver. As pessoas compravam as peças, mas raramente lhe dirigiam a palavra.
Um dia, houve um homem que lhe tocou os olhos com barro e o enviou à fonte do “Enviado”, aí tudo mudou. Ganhou um talento ímpar… moldava o barro como ninguém, mesmo tendo uma visão míope.
Tomé começou a ver com os «olhar interior». Uma confusão de luzes, formas e rostos. Mas rapidamente começou a reconhecer mais do que imagens, começou a reconhecer pessoas.
Samuel assistiu ao momento em que um homem que sempre ridicularizara Tomé, menosprezando-o, se aproximou, envergonhado. Tomé não respondeu com dureza. Sorriu. Disse apenas: “Agora vejo-te.”
Esse gesto perturbou Samuel mais do que o milagre do olhar interior. Ele próprio carregava julgamentos silenciosos, pequenas feridas não resolvidas. Percebeu que a verdadeira cegueira não é não ver, mas ver sem amar.
Nessa noite, Samuel rezou por alguém de quem se tinha afastado. Foi um gesto pequeno, mas decisivo.
Pergunta para rezar:
👉 Que pessoa Deus me convida hoje a ver com os olhos da misericórdia?