O caminho de Samuel: DESERTO COM WI-FI (1.º Domingo da Quaresma)
Samuel decidiu-se a encontrar um lugar para fazer o seu «deserto». Escolheu uma pedreira abandonada. A experiência do deserto não começou quando Samuel chegou à pedreira, começou quando decidiu deixar o telemóvel em casa. Esse gesto simples revelou-lhe o quanto dependia do ruído para não se escutar.
Na pedreira, o silêncio não era vazio. Era um espelho. Vieram à tona pensamentos que evitava: comparação com os outros, medo de falhar, necessidade de ser reconhecido. As tentações surgiram como soluções rápidas: controlar tudo, mostrar-se forte, não precisar de ninguém.
Samuel percebeu que essas vozes não eram apenas externas, estavam dentro dele. E isso assustou-o.
Sentou-se na terra, abriu a mão e deixou cair um pouco das cinzas. Rezou com dificuldade, sem palavras elaboradas. Apenas: “Deus, ajuda-me…”
Ao levantar-se, encontrou uma fonte de água entre as pedras. Bebeu. Sentiu-se sustentado por algo que não vinha da sua força.
Saiu do «deserto» com menos certezas, mas com mais confiança. Compreendeu que a verdadeira liberdade nasce quando se aceita depender de Deus.
Pergunta para rezar:
👉 Em que situações procuro ser autossuficiente em vez de confiar em Deus?