O remédio para as feridas do coração
Se a felicidade fosse uma questão de inteligência, então haveria muito mais gente feliz do que existe.
O amor não é lógico. À primeira vista, o egoísmo parece muito mais prudente do que a entrega gratuita sem garantia de reciprocidade.
Os nossos sentimentos e a voz da nossa alma também nos dão indicações em relação aos destinos e caminhos que devemos escolher. Por mais que a razão tente impor-se, a verdade é que ela, por si só, não nos faz felizes.
Se o sentido da vida é a busca da felicidade, então a inteligência é apenas mais uma das ferramentas. Muitas vezes é o coração que tem de abrir as portas da prisão em que os pensamentos nos aprisionaram a alma.
Um sofrimento para o qual não se encontra sentido não deixa de doer; muitas vezes, dói ainda mais. A inteligência nem sempre é a melhor conselheira da paz interior.
O sonho é ilógico e, no entanto, pode preencher muitos vazios interiores. Há quem decida procurar no céu o que não tem na terra. Acreditar é uma das forças essenciais para criar grandes obras.
Talvez os sonhos sejam a forma de o coração pensar.
Importa lembrar que, por mais que reflitamos, há verdades que só se revelam quando entregamos a questão a um silêncio profundo e paciente.
Os sonhos permitem-nos estabelecer metas, imaginar soluções, descobrir forças e ir mais longe do que alguma vez imaginámos.
O amor é o caminho e a força necessária para seguir em frente. A grandeza do amor mede-se pelo que alguém é capaz de sacrificar por ele.
O amor é o remédio para as feridas do coração — feridas que só tem quem não desiste de sonhar.