O poder revela quem o possui
Se queremos saber quem alguém é, importa esperar até que venha a ter algum tipo de poder. O que estava oculto revela-se.
É possível encontrar sábios com poder, mas isso é muito raro. O mais comum é que os poderosos não sejam tão prudentes e sensatos quanto seria de esperar. Aquilo a que muitos poderosos chamam coragem é, na verdade, uma audácia precipitada e excessiva, que se expõe a perigos desnecessários e graves.
E, talvez mais perigoso ainda, o poder vicia. Cria a ilusão de que somos o que podemos… e não somos! E, para fugir a essa crua verdade, procuramos cada vez mais poder.
Um ato de bondade é um gesto poderoso, porque, mais do que fazer muito ou muitas vezes, o verdadeiro poder está em fazer bem — acertar em cheio.
A quem deve servir o poder que se tem? A si próprio ou a todos os que lhe estão sujeitos?
Como uso eu o poder que tenho sobre mim – sobre a minha vida?
Se posso ser feliz e não o sou, então não estou a usar bem o poder que tenho — nem sequer para meu próprio benefício!