Existem pessoas que se identificam com os valores católicos, mas não participam da vida comunitária em paróquias, associações ou movimentos e, por isso, dizem ser (ou dizemos nós que são) católicos não-praticantes. Sempre achei essa expressão muito estranha. É como se uma pessoa casada dissesse - «s
Na Diocese de Jos, na Nigéria, os padres arriscam a vida todos os dias
Vivemos para agradar. Para fingir. Para fazer de conta. Moldamo-nos para pertencer e para nos convencermos a nós (e aos outros) que vamos na direção oposta do vento que nos sopra dentro do coração. É mais fácil ser-se o que não se é. Viver uma vida que alguém desenhou, pensou ou perspetivou. E enqua
Para mim, a dúvida de São Tomé é fascinante! Sinto a sua teimosia em querer ver, em querer tocar. Às vezes, sinto a descrença dele, sinto a dúvida dele. Sim, dúvida. Palavra que banimos do vocabulário do crente. No entanto, companheira de viagem de muitos que tentam acreditar.
Deixo-me encantar por aqueles abraços que abrigam. Por aqueles abraços que se deixam (de)morar.
O acreditar é de outra ordem. Ao contrário do “ver”, não é imediato, não é exclusivo, exige abertura dos sentidos mais íntimos do espírito. Supõe uma relação, não de posse, mas de encontro. Provoca adesão e compromisso. Aponta um caminho difícil para percorrer. O ver é da ordem das coisas, o acredit
Num dos períodos mais conturbados da minha juventude li um texto que cuja mensagem era esta ”a tua comunidade precisa de sentir a tua ausência” e por mais estranho que possa parecer, para mim fez todo o sentido.
Era uma vez uma rapariga que todos os dias tinha de apanhar o autocarro para ir trabalhar. Como vivia numa aldeia afastada quase vinte quilómetros da cidade onde tinha o seu emprego, a viagem era sempre muito aborrecida e cansativa e, na maior parte das vezes, ia a pensar na morte da bezerra ou de o
Magoa-nos saber que aqueles que amamos não nos ouvem.