Nesta quaresma tenho meditado nas palavras deste teólogo protestante. Se pararmos um pouco e pensarmos seriamente no que desejamos para sermos felizes no quotidiano, descobrimos que é este desejo profundo que nos habita, e que às vezes não reconhecemos ou expressamos: sermos ouvidos!
Enquanto formos capazes de fazer perguntas o nosso caminho projetar-nos-á sempre mais longe
A tensão entre o “já” e o “ainda não” fazem parte integrante do caminho da fé. Já vivemos da Páscoa da ressurreição, mas ainda é preciso fazer o percurso da cruz. Já saboreamos a graça de Deus em tantos momentos, mas ainda somos autores de tantas desgraças quotidianas. Já sabemos de cor o mandamento
Admiro muito, as pessoas que mantêm a calma e guardam silêncio quando estão a ser contrariadas, criticadas ou a ouvir algo que é completamente diferente daquilo que acreditam. Admiro aqueles cujo rosto fica sereno, mesmo quando ouve algo que o choca ou até ”roí” por dentro.
Há quem julgue que a autoestima de que tanto se fala é uma espécie de mistura entre orgulho e vaidade, mas a verdade é que isso são defeitos, pelo que nada de bom poderia resultar da junção de ingredientes tão pouco bondosos.
O que é que o outro procura que eu não consigo ver? O que é que o outro sofre que eu não consigo sentir? O que é que o outro vive que eu nem sou capaz de imaginar? O que é que o outro experiencia que eu não sou capaz de compreender?
Quando penso sobre o verdadeiro significado de fazer o bem, penso sempre nesta história...
Um ano depois de ter começado a guerra, a Ucrânia (ainda) precisa de nós
Nem sempre a vida nos ensina a ter a capacidade de olhar para o que se passa dentro de nós. Habituados a olhar para o que se passa do (nosso) lado de fora, podemos desenvolver um analfabetismo profundo sobre as emoções, os sentimentos e os pensamentos que nos ocupam o coração, a mente e o espírito.