A Eternidade de um Momento.

Cartas a uma amiga 7 novembro 2026  •  Tempo de Leitura: 3

Há momentos que queremos agarrar para sempre, e há momentos que sabemos que serão eternos. E como sabes disso? Não sei, sinto!

 

Nunca te aconteceu de estares à conversa com amigo e familiares e eles te recordarem um determinado momento, que te surpreende? 

 

Um momento que te faz remexer o baú das recordações e te faz sorrir e mexer com emoções? Geralmente a primeira sensação é: “Como o tempo passa!” Ou “estou a ficar velha!”. Percebemos que o tempo passa e há tanta coisa que nos esquecemos, até que percebemos que não: basta mexeres um pouco para elas se reavivarem. Isso significa que é algo que fica tatuado no íntimo do teu ser. São conversas, sustos, risadas, aventuras e tristezas que, independentemente de gostares ou não, são eternizadas naquilo que dizes e fazes. Não há volta a dar.

 

Achamos que coisas subtis são apagadas, e algumas são mesmo, mas repara na quantidade de memórias e momentos que estão bem guardados em ti e que a passagem do tempo não apaga. Eu não sou saudosista, até porque, reconheço que a nível de memória sou “fraquinha”J , mas sei que há momentos que mesmo que aches que te esqueças estão tatuados no que és.

 

Outras memórias não queres apagar.

Não te queres esquecer do rosto dos que já partiram.

Não te queres esquecer do primeiro beijo.

Não te queres esquecer da primeira vez que pegaste no filho ao colo.

 

Queres muito que alguns momentos fiquem eternos, não queres? Eu também!

 

E depois há momentos que parece que nunca acabam e sabes geralmente quais são? Os MAUS!

 

Quando alguém me diz que “passou tão rápido” costumo lembrar que isso é bom, porque geralmente, quando um momento parece uma eternidade é porque é um momento difícil. Quando esperas um resultado, quando aguardas uma notícia decisiva, quando aguardas uma decisão que muda a tua vida, isso parece que nunca mais acaba e desejas que “passe rápido”.

 

Não é assim?

 

Seja como for, os momentos mais importantes da nossa vida, nem sempre são os que decidimos ser, mas são os que decidimos guardar em cartas, fotografias e outros registos.

 

E tu amiga, diz-me quais os momentos que, para ti, serão eternos?

Raquel Rodrigues

Cronista "Cartas a uma amiga"

Raquel Rodrigues nasceu no último ano da década 70 do século passado. Cresceu em graça e em alguma sabedoria, sendo licenciada em Gestão, frequenta o mestrado em Santidade: está no bom caminho!

Aproveita cada oportunidade para refletir sobre os sentimentos que as relações humanas despertam e que, talvez, sejam comuns a muitas pessoas. A sua escrita é fruto da vontade de partilhar os seus estados de alma com a “amiga” que pode bem ser qualquer pessoa que leia com disposição cada uma das suas cartas.

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