Que santidade é esta?
Que coisa é esta de que se fala de cima do altar, mas que se vive nas nossas casas?
Não é fácil, mas confesso que desde pequena fui fascinada pela santidade que considero ser o mais próximo da perfeição. Mas hoje, parece que nos afastamos tanto da santidade. Que raio!
O discurso do ódio parece normalizado. O insulto como algo banal.
Parece que nos fascinamos por discursos em que se ofende desde "burros, estúpidos, ladrões"...e um sei lá de impropérios que envergonham qualquer santo.
As pessoas aplaudem como se estivessem a ver um espetáculo de comédia.
As pessoas assistem como se fosse um circo romano em que a palavra é como Leão que mata.
E sabem o que mais me incomoda?
Não é quem as vocifera, mas quem se acomoda, quem se cala ou pior, quem adora. Pessoas com responsabilidade política, e não só, insultam sem qualquer pudor. E quando são confrontados, viram o prego e acusam os outros de lhes tirar" liberdade de expressão ".
Não acham estranho como as regras mudam dependendo do lado em que estamos. E sabem, lamento profundamente ouvir isto de quem se sente dono de religião, crente, e com Deus do seu lado. Lamento ouvir o nome de Deus como fundamento a qualquer ato de ódio. Sim, ódio porque se alimenta da agressividade para justificar a maldade.
Vejo gente com enorme responsabilidade, palco e tempo de antena a semear o mal, mas a sentirem se os únicos donos e defensores do bem.
Hoje, podíamos todos parar um pouco, longe de ideologias, crenças e valores políticos e pensar o que é realmente ser Santo. O Papa Francisco é exímio nas palavras sobre esse tema, mas nós somos os responsáveis por colocá- las em prática.
Sejamos Santos, ou pelo menos morremos a tentar.
E tu amiga, como fazes o teu caminho para a santidade?