As experiências que nos transformam

Cartas a uma amiga 11 maio 2024  •  Tempo de Leitura: 2

Existem momentos, viagens, encontros, leituras e caminhos que nos permitem uma transformação. E digo permitem, porque o facto de o fazeres não é o garante da transformação mas a oportunidade para o mesmo. Se pensarmos bem não são tão poucas quanto isso, ou então temos estado pouco atentos.

 

Recorda, amiga, um momento muito pessoal em que tenhas sentido particularmente bem. Pode ter sido o cheiro a terra molhada, os pés descalços na terra, uma gargalhada que vem cá de baixo e nos faz vibrar sem controlo, ou até um problema para o qual encontras-te solução. Isso transforma-te ou não?

 

Recorda, amiga, uma viagem que tenhas feito, não precisa de ter sido longa, basta implicar sair do teu conforto. Repara o empenho com que a preparas-te, a pesquisa, a ansiedade do desconhecido, a expectativa da descoberta ou então o facto de a teres de fazer pela quinquagésima terceira vezL. Isso não é uma oportunidade de transformação?

 

E aqueles encontros inusitados com pessoas que não víamos há imenso tempo e em que a mente começa a abrir cofres e tesourinhos de memórias. Ai percebemos de muitas transformações na nossa e na vida dos outros.

 

Uma boa leitura, meditada, saboreada e refletida pode levar a uma transformação, não necessariamente do mundo, mas de um pedacinho de cada um de nós. Pensar nas coisas noutra perspetiva, ouvir outro ponto de vista ou simplesmente ler um texto que parece que foi escrito para nós, para ouvir naquele dia e naquele momento. Sim, pode ser transformador.

 

Os caminhos que escolhes transformam-te. A área de estudo, os amigos de caminho, os salteadores, a beleza do trilho, ou a dificuldade da superação tudo nos pode ajudar a transformar.

 

Transformar? Em quê, para quê? Isso agora…

 

Escrever este texto, transformou o meu dia, pode ser que ao ler o teu também se transformeJ

 

E tu amiga, qual a experiencia que mais te transformou?

Raquel Rodrigues

Cronista "Cartas a uma amiga"

Raquel Rodrigues nasceu no último ano da década 70 do século passado. Cresceu em graça e em alguma sabedoria, sendo licenciada em Gestão, frequenta o mestrado em Santidade: está no bom caminho!

Aproveita cada oportunidade para refletir sobre os sentimentos que as relações humanas despertam e que, talvez, sejam comuns a muitas pessoas. A sua escrita é fruto da vontade de partilhar os seus estados de alma com a “amiga” que pode bem ser qualquer pessoa que leia com disposição cada uma das suas cartas.

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