O caminho de Samuel: A LUZ NO TOPO DO PRÉDIO (2.º Domingo da Quaresma)
Naquela semana, Samuel decidiu subir ao topo do seu prédio com uma amiga, a Mira. A subida foi cansativa. As escadas estavam sujas, os corredores vazios. Samuel quase desistiu a meio, mas algo o fez continuar.
Quando chegaram ao topo, o cenário abriu-se diante deles. A cidade inteira estendia-se sob a luz do entardecer. As cores eram suaves, quase irreais. Mira, era uma menina de visão frágil, aproximou-se do parapeito.
- “Agora vejo amor”, disse ela, com simplicidade.
Samuel ficou em silêncio. Aquela frase tocou-o mais do que qualquer explicação. Pela primeira vez, olhava para a cidade não como um lugar de competição, mas como um espaço de histórias humanas, de fragilidades e de esperanças.
Sentiu dentro de si uma paz nova. Não era emoção passageira, era uma presença. Como se Deus estivesse ali, no meio da cidade, no meio das pessoas, no meio da sua própria vida.
Ao descerem, Samuel percebeu que algo tinha mudado no seu olhar. Já não passava pelas pessoas com indiferença. Começava a ver rostos, não apenas multidões.
A experiência da luz não o afastou da realidade — ensinou-o a amá-la.
Pergunta para rezar:
👉 Deixo que Deus ilumine o meu modo de ver as pessoas e a minha própria vida?