XXIV Tempo Comum | Ano A

Liturgia 13 setembro 2026  •  Tempo de Leitura: 3

Como disse Shakespeare:
"Guardar rancor é como beber veneno e esperar que a outra pessoa sofra"

 

Ser corajoso não é armar um exército contra quem nos ofendeu;

é olhar para quem esteve menos bem connosco e tranquilamente ficar em Paz.

Perdoar é a ação mais libertadora que a nossa vida nos apresenta.

MAS… É uma opção nossa e só nossa.

Podemos manter o desconforto, a tristeza, a dor...

ou respirar fundo, fechar os olhos, acalmar a Alma e sentir Jesus a pulsar no nosso sangue!

 

 

A ira e a vingança não faz de nós seres superiores.

O verdadeiro coração Cristão é aquele que aniquila sentimentos mesquinhos,

que nos fazem perder o rumo do caminho certo que nos leva à Santidade:

Levar Jesus a todos e todos a Jesus, nos pequenos grandes gestos do dia a dia.

 

 

A liturgia de hoje,

vem ao nosso encontro com aquele Perdão, que só Jesus é capaz de semear...

Aquele número infinito de vezes que a pessoa nos ofende,

e reagimos de olhos fechados, de boca fechada e até de ouvidos fechados…

é quase como uma tortura que emana um doce perfume da Cruz d’O Cristo!

 

 

Não podemos pensar que só os outros é que erram connosco.

Cada um de nós já fez algo que interferiu na vida do seu próximo e deixou cicatrizes….

Já colocou um espinho na carne do outro. Já se achou mais do que o outro.

 

 

A Parábola do servo impiedoso vem em nosso auxílio e é reforçada pela oração do Pai Nosso:

Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos!”

Se no Evangelho da semana passada,

Jesus manda-nos falar [diretamente] com aquele que toma más decisões,

hoje, coloca em cada coração a força do Perdão, regada pelo fruto da Paciência.

 

 

De que nos adianta uma guerra,

quando os momentos mais felizes são os abraços que oferecemos?

Já escutaste o ritmo do teu coração,

quando sente a angústia e a ira de quem te traz infelicidade?

Provoca-te o pânico e o ar nem entra nos pulmões.

É a ansiedade de viver fora dos sonhos de Deus, nosso Pai.

É a maldade a ganhar raiz… é o humano a vencer o Divino que é o Amor mais puro…

 

 

Resta apenas a mundana questão:

Como posso perdoar-me pelo que fiz para perder o Senhor Jesus?

Jesus responde misericordiosamente:

Não precisas de te perdoar, porque EU já te perdoei e perdoar-te-ei, sempre!

 

 

Já pensaste em desconsertar quem te ofende com um silencioso abraço?

Jesus, do alto da Cruz, quando perdoa os pecados da humanidade,

é muito mais do que 70X7!

 

 

Agora vai e perdoa.

Irás libertar-te do veneno de não reconheceres Deus em cada coração humano…

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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