XXII Tempo Comum | Ano A
Vós me seduzistes, Senhor, e eu deixei-me seduzir;
Vós me dominastes e vencestes. […]
Jr 20, 7-9
Em nós, seres humanos, habita uma insaciável sede pela felicidade plena.
O mundo é um parque de diversões que nos alicia a cada amanhecer.
Somos invadidos por inúmeras seduções.
Procuramos o sorriso fácil.
O Diálogo que nos conforta.
Um Olhar misterioso que nos fascina.
Alguém que nos escute sem julgar nem confrontar.
Um coração que sossegue o nosso coração.
Uma Alma calma e tranquila.
Entregar a vida ao projeto que Deus traçou para cada um de nós.
É a utopia que devia pulsar no nosso coração.
Nesse sonho que Deus, Pai misericordioso,
amorosamente desenha para cada um de nós,
há uma presença que nos acompanha desde o dia do nosso Batismo: A CRUZ!
Muitos de nós olham para a Cruz e o sonho transforma-se, imediatamente, em pesadelo.
Temos medo… acobardamo-nos… viramos costas… fugimos…
Esquecemos que somos CRISTÃOS.
Somos d’O Cristo! Daquele que morreu para que tenhamos VIDA.
Porque haveríamos de ter medo da nossa Cruz,
quando o nosso corpo, de pé e de braços abertos, é a Cruz mais bela que envergamos?
É de pé que inalamos o ar mais puro.
É de pé que iniciamos o caminho.
É de pé que ficamos prontos para vencer qualquer obstáculo.
É de braços abertos que acolhemos quem amamos.
É de braços abertos que perdoamos quem nos ofende.
É de braços abertos que recebemos a missão de Ser Felizes ao jeito dO Messias.
Faz deste levar Jesus a todos e todos a Jesus o teu caminho de salvação.
Deixa-te seduzir pelas lágrimas.
Pelo Diálogo que te faz mudar o rumo.
Pelo Olhar que te desmonta.
Por alguém que te chama a ir mais além.
Pelo coração que desassossega o teu coração.
Pela Alma que te inquieta...
que te faz partir a anunciar que Cristo está vivo num pedacinho de Pão.
Segue-O…