XXII Tempo Comum | Ano A

Liturgia 30 agosto 2026  •  Tempo de Leitura: 2

Vós me seduzistes, Senhor, e eu deixei-me seduzir;
Vós me dominastes e vencestes. […]
Jr 20, 7-9

 

Em nós, seres humanos, habita uma insaciável sede pela felicidade plena.

O mundo é um parque de diversões que nos alicia a cada amanhecer.

Somos invadidos por inúmeras seduções.

Procuramos o sorriso fácil.

O Diálogo que nos conforta.

Um Olhar misterioso que nos fascina.

Alguém que nos escute sem julgar nem confrontar.

Um coração que sossegue o nosso coração.

Uma Alma calma e tranquila.

 

 

Entregar a vida ao projeto que Deus traçou para cada um de nós.

É a utopia que devia pulsar no nosso coração.

Nesse sonho que Deus, Pai misericordioso,

amorosamente desenha para cada um de nós,

há uma presença que nos acompanha desde o dia do nosso Batismo: A CRUZ!

 

 

Muitos de nós olham para a Cruz e o sonho transforma-se, imediatamente, em pesadelo.

Temos medo… acobardamo-nos… viramos costas… fugimos…

Esquecemos que somos CRISTÃOS.

Somos d’O Cristo! Daquele que morreu para que tenhamos VIDA.

 

 

Porque haveríamos de ter medo da nossa Cruz,

quando o nosso corpo, de pé e de braços abertos, é a Cruz mais bela que envergamos?

 

 

É de pé que inalamos o ar mais puro.

É de pé que iniciamos o caminho.

É de pé que ficamos prontos para vencer qualquer obstáculo.

É de braços abertos que acolhemos quem amamos.

É de braços abertos que perdoamos quem nos ofende.

É de braços abertos que recebemos a missão de Ser Felizes ao jeito dO Messias.

Faz deste levar Jesus a todos e todos a Jesus o teu caminho de salvação.

Deixa-te seduzir pelas lágrimas.

Pelo Diálogo que te faz mudar o rumo.

Pelo Olhar que te desmonta.

Por alguém que te chama a ir mais além.

Pelo coração que desassossega o teu coração.

 

 

Pela Alma que te inquieta...

que te faz partir a anunciar que Cristo está vivo num pedacinho de Pão.

 

Segue-O…

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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