XXI Tempo Comum | Ano A

Liturgia 23 agosto 2026  •  Tempo de Leitura: 2

«Uma amizade ou um amor, autênticos, são exceções, não regras.
É raro encontrar-se alguém que nos levante quando estamos caídos,
menos ainda que o faça sem hesitação e independentemente de estar muita gente a olhar.
Se depois de nos levantarmos seguimos ao seu lado, iremos longe. Muito longe.»
José Luís Nunes Martins
In Momentos de Sabedoria [pag. 152]

 

 

Jesus, no Evangelho de hoje,

anuncia aos Seus Discípulos o maior mistério que faz a humanidade caminhar, em união.

O Messias, O Filho de Deus vivo,

quer saber a perceção que têm aqueles que passam por Ele, sobre Ele…

Mas, não a tem em conta!

«E vós, quem dizeis que Eu sou?»

 

 

O que pesa nas Suas decisões; o que O faz viver;

o que leva Jesus até à morte e morte de Cruz, é o sentimento mais profundo:

O Amor misericordioso

vivido com o tempero mais puro da raiz de uma amizade verdadeira:

«Fazemo-nos irmãos de quem experimenta a mesma dor.
O sofrimento remete-nos para uma solidão profunda,
da qual a maioria dos outros se afasta como se fosse contagiosa.
E, assim, ao mal da tragédia acresce-se a dor da perda
dos que julgávamos que ficariam connosco.»
José Luís Nunes Martins
In Momentos de Sabedoria [pag. 153]

 

 

Jesus entrega a chave a Pedro e pede aos discípulos que não anunciem que Ele é o Messias…

Tudo teria de estar consumado.

Os Seus Amigos seriam colocados à prova:

De um lado: a mentira, a cobardia, a vaidade e a ganância. A humanidade…

Do outro lado: Jesus que ama enternecidamente cada um deles.

 

 

Ainda hoje, sentimos esse mesmo amor…

essa amizade que não tem fronteiras e é liberdade genuína.

 

 

Quantos de nós queremos levar este Jesus a todos e todos a este Jesus,

que é semente de serviço, que abraça os impuros, que sofre e chora connosco?

 

 

O Messias não nos apresenta uma vida de alegria sem fim.

Apenas quer caminhar connosco…

Fazer-se presença terna que nos fortalece com migalhas dO Pão…

Amor… sem reservas! Ser, apenas, O nosso Amigo…

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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