XXI Tempo Comum | Ano A
«Uma amizade ou um amor, autênticos, são exceções, não regras.
É raro encontrar-se alguém que nos levante quando estamos caídos,
menos ainda que o faça sem hesitação e independentemente de estar muita gente a olhar.
Se depois de nos levantarmos seguimos ao seu lado, iremos longe. Muito longe.»
José Luís Nunes Martins
In Momentos de Sabedoria [pag. 152]
Jesus, no Evangelho de hoje,
anuncia aos Seus Discípulos o maior mistério que faz a humanidade caminhar, em união.
O Messias, O Filho de Deus vivo,
quer saber a perceção que têm aqueles que passam por Ele, sobre Ele…
Mas, não a tem em conta!
«E vós, quem dizeis que Eu sou?»
O que pesa nas Suas decisões; o que O faz viver;
o que leva Jesus até à morte e morte de Cruz, é o sentimento mais profundo:
O Amor misericordioso
vivido com o tempero mais puro da raiz de uma amizade verdadeira:
«Fazemo-nos irmãos de quem experimenta a mesma dor.
O sofrimento remete-nos para uma solidão profunda,
da qual a maioria dos outros se afasta como se fosse contagiosa.
E, assim, ao mal da tragédia acresce-se a dor da perda
dos que julgávamos que ficariam connosco.»
José Luís Nunes Martins
In Momentos de Sabedoria [pag. 153]
Jesus entrega a chave a Pedro e pede aos discípulos que não anunciem que Ele é o Messias…
Tudo teria de estar consumado.
Os Seus Amigos seriam colocados à prova:
De um lado: a mentira, a cobardia, a vaidade e a ganância. A humanidade…
Do outro lado: Jesus que ama enternecidamente cada um deles.
Ainda hoje, sentimos esse mesmo amor…
essa amizade que não tem fronteiras e é liberdade genuína.
Quantos de nós queremos levar este Jesus a todos e todos a este Jesus,
que é semente de serviço, que abraça os impuros, que sofre e chora connosco?
O Messias não nos apresenta uma vida de alegria sem fim.
Apenas quer caminhar connosco…
Fazer-se presença terna que nos fortalece com migalhas dO Pão…
Amor… sem reservas! Ser, apenas, O nosso Amigo…