ASCENSÃO | ANO A

Liturgia 17 maio 2026  •  Tempo de Leitura: 2

O visível orienta. O Invisível move!”
Henrique Santana

 

A frase: “Estou mesmo a precisar de descansar!” não sai das nossas bocas.

Andamos errantes e demasiado ocupados com o fazer tudo, que o tudo não nos satisfaz…

Então… perdemos o rumo certo!

Ficamos parados a olhar para o céu, sem entender que o cansaço físico da correria diária,

não nos traz alegria, não nos faz viver mais e não nos satisfaz.

 

Mas,

preciso parar um bocadinho ao pé de Ti, Jesus,

porque estás aí, em cima, a olhar para mim

e vês todas as opções que tomei sem pensar em Ti.

 

Faz-me falta ver que estás ao pé de mim.

Fazes-me falta, porque és luz e conforto.

Fazes-me falta.

 

Por vezes, até me lembro que o meu Batismo

dá-me a capacidade de ir ao encontro de todos,

apenas para abrir os braços e partilhar um abraço;

apenas para esboçar um sorriso e soltar uma gargalhada;

apenas para ficar em silêncio e escutar!

 

E tudo isto é anunciar o Teu Reino,

em nome do Pai, do Teu nome e do nome do Teu Santo Espírito.

 

Enquanto estou aqui, a olhar para o infinito, deixa-me sentir um bocadinho a Tua presença.

Vou fechar os olhos… respirar fundo e carregar naquele botão que abre os olhos do coração.

Sei que depende de mim, apenas de mim e só de mim!

 

Quero ver-Te… Quero sentir-Te… Quero escutar-Te.

Hoje! pois a Tua Ascensão faz-Te ainda mais perto de mim.

Põe-me inquieta! Com uma ânsia e um cansaço feliz, porque Te quero anunciar.

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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