V Páscoa | Ano A

Liturgia 2 maio 2026  •  Tempo de Leitura: 3

“Ser mãe é se deixar ser tocada pela mão de Deus”
Mara Chan

 

Temos um Deus que é Pai, mas agrada-me pensar que é também Mãe.

Só um coração de mulher seria capaz do sacrifício pleno para o bem da humanidade inteira…

 

Não há pai sem mãe, nem mãe sem pai.

O primeiro caminho de um ser humano é delicadamente tecido no ventre da mãe.

O pai é o melhor modelo, o dom mais verdadeiro que pode existir.

E quando o pai e a mãe são um só, cada um de nós é uma Vida que transborda serenidade.

 

Quando na casa mãe escutamos o que Jesus diz com assertividade:

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida

e deparamo-nos com atitudes coerentes, crescemos com uma força inigualável.

 

O Caminho que o Pai traçou para cada um de nós torna-se claro como água.

Quantas vezes, a nossa principal preocupação diária é saber por onde ir?

Esquecemo-nos que o GPS, que nunca se engana, é a Palavra de Deus,

recarregada pela fecunda oração e iluminada pela celebração dos Sacramentos.

 

A Verdade é uma arma que nos protege.

Haverá algo mais árduo de ultrapassar do que a mentira ou a difamação?

Mas… O azeite na água vem sempre ao de cima.

E o poder do Perdão é um bálsamo que acalma a ferida da falta da verdade.

 

A Vida é serviço.

O que é viver?

A Vida só tem sentido e sabor quando o coração bate mais forte.

Por vezes, basta uma borboleta colorida passar rapidamente por nós…

Basta o chilrear dos pássaros…

Basta o verde da sombra das árvores…

Sentimos Paz! A Paz que a Cruz do Ressuscitado emana.

 

Tudo isto vem de Deus!

O pai, a mãe e Jesus, O Cristo, que nos rega com a Sua alegria e obediência plena.

Quem é capaz de dar permissão a Deus para ser tocada por Ele e cumprir os Seus desígnios?

 

Hoje, o desafio é Ser a imagem de Jesus, Bom Amigo, Confidente e Presente.

Aquele que se fez Caminho para pisarmos uma estrada segura na Fé

Aquele que se fez Verdade e perdoou quem O matou, para desabrochar a Esperança

Aquele que se fez Vida e morre a cada dia por mim e por ti, para que o Amor ressuscite infinitamente.

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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