3º Domingo da Quaresma | Ano A

Liturgia 8 março 2026  •  Tempo de Leitura: 1

“Morrer de sede ao pé da fonte”
Ditado popular

Somos terra seca.

Escolhemos um caminho árido.

Ansiamos viver num deserto.

Sentimos a desilusão e a tristeza…

 

Deus mima-nos como um Pai!

Tudo coloca ao nosso alcance.

Se acreditarmos que somos capazes, até de um rochedo sem vida brota água.

 

Mas, não temos a capacidade de acreditar sem medida.

Ser Esperança no mundo, passa por uma condição belíssima:

Não podemos enganar, nem mentir…

São as nossas obras que dão vida à Esperança,

e nem sempre abrimos o nosso coração à voz de Deus.

Então… somos terra seca, ressequida,

sem Esperança, nem Fé, onde morre a semente da caridade.

 

Uma dúvida que magoa vem ao nosso encontro e rega a semente do ódio:

«Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber, sendo eu samaritana?»

 

Iniciamos conflitos e guerras, porque vivemos no local onde o outro não mora…

Será que a geografia é mais importante que o Amor?

 

Hoje, a Samaritana abandona as questões sem sentido e vem em nosso auxílio.

Traz um balde na mão e está destinada a fazer, de cada um de nós,

peregrinos de Esperança.

 

Regar o mundo com Paz.

Ser afável com todos, até com quem não merece.

Ser consciente de que gritar só é bom quando anunciamos que temos um Deus que nos salva,

que envia o Seu próprio Filho para ser Água Viva, Fonte inesgotável de Amor.

 

Dá-me essa água, Senhor.

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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