XVI Tempo Comum | Ano A

Liturgia 19 julho 2026  •  Tempo de Leitura: 2

 «Não julgues cada dia pela colheita que obténs,
mas pelas sementes que plantas.»
William Arthur Ward

 

O que levamos deste mundo não é visível, nem palpável.

O que sentimos aqui não tem preço, nem medida.

E… O que precisamos a cada dia para sermos felizes, molda as nossas atitudes.

 

Como reagimos perante as encruzilhadas da vida…

O que dizemos a cada momento menos bom…

O que defendemos perante as más atitudes…

 

Somos sementes… Frágeis e fortes… Que dão vida! Que são VIDA!

É urgente conhecer o terreno e o deserto, a terra fértil e árida…

onde fincamos as nossas raízes, os nossos pés,

as nossas ações e os nossos desejos mais remotos!

 

A Bondade é um fruto do Espírito Santo que devíamos cultivar no coração,

para sentirmos que crescemos tanto, ou ainda mais, que o grão de mostarda.

 

A Paciência, perante os que erram, também é semente fecunda,

que teimamos em matar sem dar fruto…

Somos muito rápidos a julgar aqueles audazes que espremem ao máximo o arrependimento…

 

Aos olhos da humanidade aquele que é bom, compassivo e misericordioso é fraco!

Sentimos que somos o trigo dourado e belo.

A paisagem serena da seara, a última bolacha do pacote…

Esquecemos que também somos joio lançado à terra de quem ama e não é amado…

Daqueles que sofrem em silêncio, à espera de um abraço amigo.

 

Não te sentes mais feliz quando és árvore que abriga os passarinhos?

 

Tudo isso define quem somos.

 

E também nos liberta do peso do julgamento.

Julgar ou ser julgado não é missão para os Seres criados por Deus…

 

Hoje, devemos pedir na nossa oração:

Senhor, faz-me ser aquela pequena porção de fermento,

capaz de levedar a massa,

capaz de fazer o Teu Reino de Misericórdia, de Paz e de Justiça Divina

crescer a cada amanhecer…

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

Subscrever Newsletter

Receba os artigos no seu e-mail