XVI Tempo Comum | Ano A
«Não julgues cada dia pela colheita que obténs,
mas pelas sementes que plantas.»
William Arthur Ward
O que levamos deste mundo não é visível, nem palpável.
O que sentimos aqui não tem preço, nem medida.
E… O que precisamos a cada dia para sermos felizes, molda as nossas atitudes.
Como reagimos perante as encruzilhadas da vida…
O que dizemos a cada momento menos bom…
O que defendemos perante as más atitudes…
Somos sementes… Frágeis e fortes… Que dão vida! Que são VIDA!
É urgente conhecer o terreno e o deserto, a terra fértil e árida…
onde fincamos as nossas raízes, os nossos pés,
as nossas ações e os nossos desejos mais remotos!
A Bondade é um fruto do Espírito Santo que devíamos cultivar no coração,
para sentirmos que crescemos tanto, ou ainda mais, que o grão de mostarda.
A Paciência, perante os que erram, também é semente fecunda,
que teimamos em matar sem dar fruto…
Somos muito rápidos a julgar aqueles audazes que espremem ao máximo o arrependimento…
Aos olhos da humanidade aquele que é bom, compassivo e misericordioso é fraco!
Sentimos que somos o trigo dourado e belo.
A paisagem serena da seara, a última bolacha do pacote…
Esquecemos que também somos joio lançado à terra de quem ama e não é amado…
Daqueles que sofrem em silêncio, à espera de um abraço amigo.
Não te sentes mais feliz quando és árvore que abriga os passarinhos?
Tudo isso define quem somos.
E também nos liberta do peso do julgamento.
Julgar ou ser julgado não é missão para os Seres criados por Deus…
Hoje, devemos pedir na nossa oração:
Senhor, faz-me ser aquela pequena porção de fermento,
capaz de levedar a massa,
capaz de fazer o Teu Reino de Misericórdia, de Paz e de Justiça Divina
crescer a cada amanhecer…