4º Domingo do Tempo Comum | Ano A
«Eu não quero ser Feliz, quero ser Santo!»
Ricardo Zózimo
A felicidade é a busca incessante da humanidade.
Cada um de nós procura o melhor caminho para ser feliz.
Jesus apresenta uma proposta para esse caminho.
Mas todos sabemos que não é uma forma leve de viver.
É uma procura que começa nos pés,
porque temos de ir ao encontro fisicamente de algo ou de alguém.
Passa pelas mãos, porque precisamos de sentir acolhimento e calor.
E… se não terminar com o peito rasgado, a semente da Palavra de Deus não germina.
Voltamos infelizes e sem rumo a um percurso cinzento, repleto de encruzilhadas sem fim.
Hoje, a liturgia do 4º Domingo do Tempo Comum, do Ano A,
guia-nos até Deus, mas é Deus quem nos encontra!
É Jesus quem acende uma luz e faz brilhar a Sua Palavra sobre as nossas cabeças.
Mas, sem redenção total a Deus nada sai do papel…
Tudo se perde quando desviamos o olhar da humildade,
quando a nossa maior vontade é ser mais forte do que outro,
quando a pobreza nos assusta,
quando queremos erguer, vaidosamente, tudo o que já edificamos.
Ser louco por Cristo e em Cristo é escutar as Bem Aventuranças e reconhecer a alegria infinita.
É ser feliz na pobreza.
É humildemente servir um sem-abrigo.
É chorar com quem está a chorar.
É ter fome e sede, mas partir o pão com qualquer criatura de Deus.
É ser misericordioso com quem ofende e até nos agride.
É ver Deus em todos (mesmo todos) os rostos humanos,
até naqueles arrogantes e poderosos que desdenham e maltratam a humanidade.
É construir a Paz com palavras e gestos de entreajuda.
É ser perseguido e difamado,
mas mostrar que Deus habita em nós e nunca pagaremos com a mesma moeda.
É ser manso de coração e transparecer uma Alma alegre.
É respirar Santidade…