4º Domingo do Tempo Comum | Ano A

Liturgia 1 fevereiro 2026  •  Tempo de Leitura: 2

«Eu não quero ser Feliz, quero ser Santo!»
Ricardo Zózimo

 

A felicidade é a busca incessante da humanidade.

Cada um de nós procura o melhor caminho para ser feliz.

Jesus apresenta uma proposta para esse caminho.

Mas todos sabemos que não é uma forma leve de viver.

É uma procura que começa nos pés,

porque temos de ir ao encontro fisicamente de algo ou de alguém.

Passa pelas mãos, porque precisamos de sentir acolhimento e calor.

E… se não terminar com o peito rasgado, a semente da Palavra de Deus não germina.

Voltamos infelizes e sem rumo a um percurso cinzento, repleto de encruzilhadas sem fim.

 

Hoje, a liturgia do 4º Domingo do Tempo Comum, do Ano A,

guia-nos até Deus, mas é Deus quem nos encontra!

É Jesus quem acende uma luz e faz brilhar a Sua Palavra sobre as nossas cabeças.

Mas, sem redenção total a Deus nada sai do papel…

Tudo se perde quando desviamos o olhar da humildade,

quando a nossa maior vontade é ser mais forte do que outro,

quando a pobreza nos assusta,

quando queremos erguer, vaidosamente, tudo o que já edificamos.

 

Ser louco por Cristo e em Cristo é escutar as Bem Aventuranças e reconhecer a alegria infinita.

É ser feliz na pobreza.

É humildemente servir um sem-abrigo.

É chorar com quem está a chorar.

É ter fome e sede, mas partir o pão com qualquer criatura de Deus.

É ser misericordioso com quem ofende e até nos agride.

É ver Deus em todos (mesmo todos) os rostos humanos,

até naqueles arrogantes e poderosos que desdenham e maltratam a humanidade.

É construir a Paz com palavras e gestos de entreajuda.

É ser perseguido e difamado,

mas mostrar que Deus habita em nós e nunca pagaremos com a mesma moeda.

 

É ser manso de coração e transparecer uma Alma alegre.

 

É respirar Santidade…

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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