1º Domingo da Quaresma | Ano A

Liturgia 22 fevereiro 2026  •  Tempo de Leitura: 2

e não nos deixes cair em tentação
in Oração do Pai Nosso

A tentação ronda os nossos passos.

Não há quem esteja isento da malícia do olhar…

Não há quem ouça algo menos bom e não julgue…

Não há quem diga apenas palavras ponderadas e polidas…

Não há quem respire amor a toda a hora…

Nem há quem abra as mãos sempre e só para partilhar!

 

Somos filhos de Deus… Criados por Ele no seio materno…

Amados pelo Senhor da Vida desde o zigoto até ao final da nossa vida!

Com um coração capaz de bombear sangue e um cérebro que comanda tudo.

MAS… não somos capazes de dizer “Não!” à maldade, nem ao que nos faz mal.

 

Iniciamos a Quaresma no Deserto,

onde não há nada que nos faça cair na tentação.

Então, levamos connosco o mau feitio

e uma cabeça a rebentar com pensamentos que não dão amor, nem paz.

40 dias a desejar que seja meia noite do 41º dia…

Apenas, para termos acesso ao fruto proibido,

porque a serpente que habita em cada um de nós,

diz-nos que esse fruto é o único motivo para a nossa felicidade.

 

Seremos assim tão pequenos que um só “fruto” mate em nós a força do Espírito Santo?

Não abundamos mais Graça do que pecado?

Eu creio que SIM!

 

Neste caminho…

nestes 40 dias…

vamos fazer do desafio do Papa Leão XIV a bússola capaz de nos guiar até à Páscoa?

 

"Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão"
O Pontífice convida os fiéis a um "jejum que também passe pela língua,
para que diminuam as palavras ofensivas
e aumente o espaço dado à voz do outro".

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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