5º Domingo Tempo Comum | Ano A

Liturgia 8 fevereiro 2026  •  Tempo de Leitura: 2

«Ainda há fogo dentro!
Ainda há frutos sem veneno! Ainda há LUZ na estrada!
Podes subir à porta do templo,
Que o amor nos SALve…
E há uma LUZ que chama, Outra LUZ que cala, E uma LUZ que é nossa.»
Pedro Abrunhosa

 

Na terra que habitamos hoje, o SAL, infelizmente, é visto como inimigo da saúde.

Esquecemos que não há “tudo mau”, nem “tudo bom”.

Mas, em tudo que na terra existe há um meio-termo que nos faz tão bem.

Sem SAL,

o mais perfeito jantar confecionado pelo chefe de cozinha mais badalado do momento,

é de um paladar amargo sem realce de sabores.

O SAL é fundamental para a hidratação do corpo humano,

contração muscular e impulsos nervosos.

 

Quero ser como o SAL!

Na medida certa.

Nem muito ausente, pois temo ser esquecida…

Nem muito presente, porque sei que sou chata…

Mas sempre disponível para dar sabor à Vida de quem por mim passa.

Eu acredito que ser SAL é a missão que Jesus me chama a cada dia.

 

 

Imaginar um mundo sem LUZ é assustador.

Como podemos viver numa noite sem fim?

Não estamos formatados para esse desígnio.

A verdade é que até conseguiríamos fazê-lo…

se acreditássemos, verdadeiramente, que somos LUZ.

A LUZ não foi criada para se iluminar a si própria,

nem para ofuscar os olhos de quem caminha connosco.

A LUZ ilumina e guia.

A LUZ aquece todas as criaturas,

que Deus sonhou e, cuidadosamente, insuflou com o sopro da Vida.

 

Ser LUZ na vida de alguém é levar Esperança numa chama que não consome o pavio.

Ser LUZ é pegar na mão de quem está sem rumo e

segredar-lhe que também pode ser LUZ, na vida de quem está perdido.

Ser LUZ é permitir que Jesus nos retalhe o coração

para fazer uma gambiarra que nunca terá lâmpadas suficientes…

 

Deus quer a minha LUZ, a tua LUZ, a LUZ de quem está ao teu e ao meu lado
para iluminar o mundo que se esqueceu de sentir o sabor a SAL da Sua Palavra e do Seu Pão.

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

Subscrever Newsletter

Receba os artigos no seu e-mail