5º Domingo Tempo Comum | Ano A
«Ainda há fogo dentro!
Ainda há frutos sem veneno! Ainda há LUZ na estrada!
Podes subir à porta do templo,
Que o amor nos SALve…
E há uma LUZ que chama, Outra LUZ que cala, E uma LUZ que é nossa.»
Pedro Abrunhosa
Na terra que habitamos hoje, o SAL, infelizmente, é visto como inimigo da saúde.
Esquecemos que não há “tudo mau”, nem “tudo bom”.
Mas, em tudo que na terra existe há um meio-termo que nos faz tão bem.
Sem SAL,
o mais perfeito jantar confecionado pelo chefe de cozinha mais badalado do momento,
é de um paladar amargo sem realce de sabores.
O SAL é fundamental para a hidratação do corpo humano,
contração muscular e impulsos nervosos.
Quero ser como o SAL!
Na medida certa.
Nem muito ausente, pois temo ser esquecida…
Nem muito presente, porque sei que sou chata…
Mas sempre disponível para dar sabor à Vida de quem por mim passa.
Eu acredito que ser SAL é a missão que Jesus me chama a cada dia.
…
Imaginar um mundo sem LUZ é assustador.
Como podemos viver numa noite sem fim?
Não estamos formatados para esse desígnio.
A verdade é que até conseguiríamos fazê-lo…
se acreditássemos, verdadeiramente, que somos LUZ.
A LUZ não foi criada para se iluminar a si própria,
nem para ofuscar os olhos de quem caminha connosco.
A LUZ ilumina e guia.
A LUZ aquece todas as criaturas,
que Deus sonhou e, cuidadosamente, insuflou com o sopro da Vida.
Ser LUZ na vida de alguém é levar Esperança numa chama que não consome o pavio.
Ser LUZ é pegar na mão de quem está sem rumo e
segredar-lhe que também pode ser LUZ, na vida de quem está perdido.
Ser LUZ é permitir que Jesus nos retalhe o coração
para fazer uma gambiarra que nunca terá lâmpadas suficientes…
Deus quer a minha LUZ, a tua LUZ, a LUZ de quem está ao teu e ao meu lado
para iluminar o mundo que se esqueceu de sentir o sabor a SAL da Sua Palavra e do Seu Pão.