Choram os olhos de quem sonha
Uma fé que não age não é fé. A esperança que não é firme não é esperança. O amor que não exige sacrifício não é amor.
A fé exige que não acreditemos nas aparências nem nas superficialidades e isso é muito difícil, até porque o mundo parece valorizar essas realidades mais do que todas as outras.
A esperança exige que superemos muitos fracassos e desilusões, alimentando sempre a convicção de que chegará o tempo de realizar aquilo com que sonhamos.
O amor exige que deixemos o egoísmo de lado, embora a própria natureza pareça inclinar-nos mais para a satisfação dos nossos desejos do que para o cuidado dos outros.
Que quem somos se revele nas nossas ações, inspiradas pela fé, sustentadas pela esperança e expressas na entrega desprendida a quem amamos.
Choremos, mas sem deixar que os nossos olhos se fechem ao que está para além do que vemos hoje, sem que desistamos de cumprir o que temos de fazer hoje e sem nunca deixarmos de amar… mesmo quando isso nos faz doer, muito.
As lágrimas não nascem nos olhos, mas na alma.
O amor desarma-nos e expõe-nos ao supremo risco de nos perdermos… Apesar de tudo, nunca ninguém foi feliz longe do amor.
Há quem não chore, finja sorrisos e, com isso, mascare a sua infelicidade, afastando os outros de si.
Talvez só os felizes chorem.
Muitos dos que choram ainda não são felizes, mas, com fé, esperança e amor, também chegará o seu tempo. Depois, continuarão a chorar, mas nunca mais deixarão de ser felizes.