Escolhe o bem, sem lamentar o que perdes
É claro que o mundo não se divide em bons e maus. No interior de cada um de nós, estas forças encontram-se em luta contínua. Quando cedemos ao mal, podemos escutar o bem a avisar-nos de que errámos; e quando conseguimos agir bem, é o mal que nos tenta castigar, acenando com aquilo que perdemos.
Quando decido seguir por um caminho, escolho recusar todos os outros. Os bons caminhos têm obstáculos difíceis, talvez ainda mais árduos do que os dos maus caminhos. Em contrapartida, uma escolha pelo mal dá acesso a muitas coisas agradáveis.
As contas entre o que se ganha e o que se perde a curto prazo costumam ser o inverso das que se fazem depois.
Parece evidente a quem opta pelo mal que está a fazer o melhor por si próprio, não só pelos prazeres imediatos que tem, mas também pelo que pode pensar quando vê o quanto sofrem os que preferem os bons caminhos.
Ainda assim, se escolhemos o bem, há uma amargura comum que devemos combater em nós: lamentar o que perdemos por não sermos maus.
No nosso coração, razões e emoções contradizem-se muitas vezes. E à nossa volta há muitas pessoas como nós: umas mais fortes, outras mais frágeis, algumas a ceder ao mal com mais facilidade, quase sempre em busca de algo que julgam que o bem não lhes pode dar.
É apenas uma questão de tempo até que as vantagens do mal se desvaneçam.É apenas uma questão de tempo até que as vantagens do bem se revelem.
O que escolho eu? O imediato ou o duradouro?