É preciso coragem para ser bom
Muitas pessoas não são boas por cobardia. Cedem lugar dentro de si ao medo, que procura tomar conta das suas vidas. Em vez de lutarem com esperança pelo que sabem que é o seu caminho e destino, deixam-se ficar e, depois de algum tempo, conformam-se até com um fundo de poço qualquer.
O bem precisa de cada um de nós. O amor, cujo preço envolve sofrimento, retribui com a felicidade. No entanto, exige uma valentia que, embora esteja ao alcance de todos, muitos preferem não arriscar. Os cobardes encontram sempre justificações para disfarçar a verdade.
A vida de quem é bom é sempre grande. Somos do tamanho dos obstáculos que nos propomos vencer. Alguns chegam a desistir antes mesmo de enfrentar pedras pequenas. Acabam por se tornar insignificantes.
Ser bom implica ter a força para, dentro de si mesmo, não se deixar dominar pelo orgulho nas vitórias nem se deixar abater pelas derrotas.
Posso temer e até tremer, mas não posso permitir que o medo me impeça de ir para onde quero.
Pouco importa quantas forças temos. É a coragem que faz o guerreiro.
É preciso coragem para aceitar a vida, o dom da existência, nas condições em que chega a cada um de nós, dando mais importância ao que podemos fazer (e podemos sempre muito) do que àquilo que nos parece impossível. As regras do jogo são simples: é a partir daqui e de agora, com o que és e tens, que deves seguir rumo ao céu.
Se te apegas ao que és ou tens e julgas que te basta, então é por aqui que ficarás até que se te esgotarem as forças e os dons. Se procuras mais, se acreditas que podes ser melhor, então será necessário fazer prova disso.
A maior parte da coragem é feita de paciência.
Os nossos dons precisam de coragem para serem postos em prática, sobretudo quando estamos longe do olhar dos outros.