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a sua tag: "Marta Arrais"
Ainda falta tanto para nos respeitarmos de verdade. Ainda falta tanto para nos orgulharmos de ser pessoas.
Não vale a pena estar com grandes rodeios. Ninguém prefere esperar se houver hipótese de não ter que o fazer. Preferimos que a fila do supermercado ande depressa. Preferimos que não esteja ninguém à nossa frente no self-service da lavandaria.
Existe uma espécie de Terra do Nunca que guarda todas as nossas memórias. Nesse lugar há fotografias vivas a voar. Às vezes temos vontade de visitar a nossa Terra do Nunca e agarrar as memórias que por ali andam a pairar.
O verdadeiro desafio que se impõe nos dias que correm é, precisamente, o de remar contra a maré. O de ser diferente e não ter medo disso. O de ousar levantar-se quando todos os outros teimam em permanecer sentados.
Há qualquer coisa dentro de nós que se assemelha a um porto. Um desses cais que abrem braços para acolher os barcos que os outros são. Há, em nós, um desejo que rima com maré cheia e que nos faz querer guardar e amar todos os que decidam aproximar-se das nossas águas.
Temos pouco tempo para agradecer o que (nos) corre bem. O tempo parece não chegar para reparar no lado bom do que nos acontece. Parece-me que temos sempre a cassete a tocar para o mesmo lado. O lado que reclama e nada faz.
Não estamos cá para viver de forma média ou razoavelzinha. Não estamos cá para fazer só por fazer ou para viver só por viver. Não estamos cá para ser arrastados pela maré ou para fazer as vontades do mundo. Também não estamos cá para viver à sombra do tanto-faz.
Há relativamente pouco tempo vivemos um tempo de menor alegria. Pediu-nos a nossa fé que pensássemos sobre o sofrimento de Jesus e sobre as tormentas que se abateram sobre a sua vida.
Temos razões para ter medo. Temos todos os motivos do mundo para ter medo. Não é fácil lidar com tudo o que nos arrebata e afasta do caminho certo.
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