316 - 324 de 390 artigos
a sua tag: "Marta Arrais"
É sempre mais fácil ficar sentado à sombra de não fazer nada. É bom deixar-se ficar abandonado à beirinha do calor confortável do comodismo. Da inércia. Da desmotivação. Do não vale a pena. Do “já fiz o que podia ser feito”.
Temos preferência por chegadas. Por olhos a brilhar que decidem encontrar os nossos e, mesmo sem toque, nos abraçam. Por braços que nos apertam quando, simplesmente, nos pressentem a presença.
A vida de cada dia desafia-nos permanentemente. Muitas vezes, desafia-nos de formas pouco razoáveis, que chegam a ultrapassar-nos. Os desafios de cada dia (mesmo os mais pequenos) acabam por condicionar a nossa forma de ver o que se passa à nossa volta e, mais ainda, de ver os que estão à nossa
Se o teu caminho não for claro, quem é que te ajuda a ver? Se fores para fora de pé, quem é que te salva? Se o chão se abrir, quem é que te ensina a voar?
Não nos chega tudo o que temos. Somos bons a pedir mais, a querer mais, a sonhar mais. Não nos chega o que já alcançámos, o que já é nosso e o que construímos. Não nos chegam os planos já cumpridos, os sonhos já realizados e as preces já ouvidas.
Há muitas perguntas que só (nos) fazemos quando as coisas (nos) correm mal. Não é necessário que se abata sobre a nossa cabeça uma tragédia de proporções astronómicas ou uma desgraça que nos sugue o chão. A nossa noção de “correr mal” é, muitas vezes, mais aligeirada e menos grave do que isso.
É demasiado fácil encontrar defeitos nas pessoas que conhecemos. Dizemos que gostamos muito de determinada pessoa mas falta-lhe isto. Ou aquilo. O pior é que é muito teimosa. Ou ainda, acha que tem sempre razão. Ou até, é pouco humilde, muito individualista. Se pensarmos bem, a lista não
Somos feitos de recomeços. Claro que também há muitas coisas que terminam em nós e connosco e, inevitavelmente, também temos um currículo de fins a fazer fila dentro do coração. No entanto, os recomeços parecem inaugurar uma espécie de esperança que não se apaga, nem mesmo com o cair das noites.
Parece, de facto, uma recomendação estapafúrdia. Despropositada. Mas talvez não seja. Temos o hábito terrível de não deixar nada para depois. Se pode ser feito, tem que ser hoje. Agora. Ou, melhor ainda, ontem.
Rua João de Freitas Branco, nº 21, 3ºB
1500-714 Lisboa
Portugal
912483000 (Bento Oliveira)
imissio.net@gmail.com