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a sua tag: "Marta Arrais"
Temos uma tendência assustadora para varrer tudo para debaixo dos nossos tapetes internos. Não quero pensar nisto agora. Varro para debaixo do tapete. Não quero confrontar-me, agora, com esta minha fragilidade. Varro para debaixo do tapete. Não quero perceber que está tudo fora do sítio. Varro para
Aceitar sem compreender é, talvez, um dos maiores desafios a que nos propomos. O que nos apetece, realmente, é não aceitar sem compreender. É como se colocássemos uma condição. Eu só aceito se compreender. E, por isso, acabo por aceitar muito pouco.
Guarda-te de julgar. Priva-te do pessimismo e das mordidas nos calcanhares alheios. Guarda-te de sentir que sabes o que vai do lado de lá da barricada de cada pessoa.
Estamos habituados a não conseguir lidar com o que não nos faz bem. Ou com o que consideramos como mau ou terrível. Parece-me aceitável que nos seja mais fácil conviver quando tudo está bem e quando não há vislumbre de tempestade.
Nas redes não se dorme nem se descansa. Há sempre quem fale, quem comente, quem ponha like ou not like. Os likes desdobraram-se em semi-emoções que são tudo menos isso. Alegria, amor, tristeza ou raiva. Tudo se divide nestas quatro categorias.
Mais difícil do que dizer o que está certo será, sempre, ter a coragem para fazer exatamente o que se diz. Somos feitos de teorias bastante bonitas. Apregoamos bondades e gentilezas mas, quando somos confrontados com o pior, vacilamos.
Faz-nos falta saber calar. Guardar num lugar seguro tudo aquilo que não queremos perder. Ainda que seja, apenas, um lugar imaginado ou criado com a vontade do coração.
Não sei se queremos chegar a tempo. Não sei se as nossas intenções são (sempre) as melhores. Não sei se é assim tão fácil preferir o Bem. Não sei se não temos, também, direito a ficar furiosos. Não sei se sabemos, ao certo, o que devemos fazer a seguir. Não sei se queremos correr atrás do que
Estamos entre espadas e paredes. Entre trilhos certos e tranquilos (de onde não se pode ver o Céu) e veredas com escolhos que, no final, nos brindarão com uma paisagem capaz de fazer esquecer qualquer caminho mais difícil.
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