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a sua tag: "Marta Arrais"
Já pensaste? Já pensaste como seria se não considerasses, permanentemente, as opiniões dos outros? Já imaginaste como seria a tua vida se não tivesses sempre a sombra do possível julgamento alheio?
Não sei se nos falta tempo ou vontade. Não sei se somos do Céu ou daqui. Não sei se temos, assim, tantas certezas.
Quando foi a última vez que choraste? Quando foi a última vez que tentaste provar o teu valor a alguém que não o soube ver? Quando foi a última vez que sentiste que precisavas de levantar a voz?
Temos alguma dificuldade em atirar para trás das costas tudo aquilo que (já) não nos acrescenta. Gostamos muito de dormir à sombra das nossas mágoas de estimação, dos nossos queixumes habituais e de todas as injustiças que a vida nos desferiu. Adoramos entrelaçar o coração a todas as coisas que já d
Tenta acrescentar tempo para o que te falta. Procura horas ou minutos para respirar fundo e para descansar. Não escolhas nada nem decidas por que lado deves ir. Deixa-te estar. Deixa que a vida siga devagarinho e que, de vez em quando, resolva por ti.
Não sei se teremos a consciência desta verdade: o mundo vai para além de nós e do que queremos dele. Normalmente, não nos apercebemos disso. Acreditamos que veremos o fundo do mar e as maravilhas do oceano se mergulharmos a partir do centro do nosso corpo. Não me parece que queiramos arriscar muito
A vida oferece-nos momentos de travagem a fundo, de vez em quando. Mergulhados nos afazeres de todos os dias, somos dotados de uma fé em que o único deus somos nós. Podemos tudo, sabemos tudo, controlamos tudo. Enquanto navegamos nestas certezas ridículas, nem nos apercebemos dos sinais de alerta qu
Tragam-me a honestidade de quem não tem medo de dizer o que pensa. Tragam-me a transparência de quem diz sempre o que pensa da mesma maneira, à frente de quem for.
Parece-me que a leveza está, como tantas outras coisas, em vias de extinção. Falta-nos a capacidade de deixar cair o que nos pesa. O que nos deixa de sobrolho franzido e o que nos faz engelhar a testa. Temos a tendência para ir procurar a pior versão de cada um, de cada acontecimento, de cada dia.
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