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Silêncio é a escuta daquilo que nos dá vida e faz viver. No silêncio não nos abstraímos do mundo à nossa volta, mas encontramos diversos momentos presentes que se cruzam e entrecruzam em infinitas tonalidades. É a sinfonia da vida escutada em momentos de quietude.
Somos seres cuja vida depende de alguém que decidiu carregar-nos nove meses, e outros muitos mais decidiu, no amor, alimentar-nos, vestir-nos, dar-nos os medicamentos necessários, junto com o afecto que nos tornou o que somos hoje.
Ainda nos deixamos surpreender? Ainda acreditamos que há coisas que não sabemos? Ainda somos capazes de baixar todos os muros e todas as armas para receber o que a vida tem de imprevisível? Ou estamos já formatados para ser meias-pessoas, meio-felizes, meio-realizados, meio-viventes?
Estamos a celebrar a semana dos seminários. Celebrar, quer dizer tornar presente. Espero que durante estes dias os cristãos tornem, de facto, presente este assunto.
Quantos de nós sonhamos com o amor? E se o mundo fosse amor? E se todos nós fossemos amor? E se todos nós caminhássemos para a passo a passo, pouco a pouco chegássemos lá. Bem sei, é fácil falar, difícil é ser. É fácil escrever, difícil é passar à ação. É fácil sonhar, difícil é concretizar. Perdi a
Hoje, a liturgia do 32º domingo do Tempo Comum, do Ano C, relata-nos um episódio da vida de Jesus, onde um grupo de Saduceus apresenta um “problema matemático” com um enunciado verbal enorme, sem qualquer nota escrita, cheio de requintes de Malvadez e com a pergunta final: «De qual destes será ela
Há dias secos. Somos um corpo que anda baseado num algoritmo confortável que não sai do caminho. Não olhamos para lado nenhum. Não vemos que as árvores dançam indiferentes ao ritmo da cidade, indiferentes a uma qualquer preocupação.
Começamos a desconfiar do sentido da vida que nos orientou até este ponto, a família e o trabalho já são fontes de várias frustrações. Tudo o que nos dava segurança é agora visto como traiçoeiro.
Onde é que tu estás? Este questionamento deveria acompanhar-te de mão dada. Não para te deixar num estado depressivo e melancólico, mas para te relembrar o valor da tua vida. Devias perceber por onde é que te tens deixado. Onde é que tens deixado semear todos os teus pedaços? Onde é que te tens deix