Doentes são os que fogem a tudo o que lhes pode causar alguma falha na aparência de sucesso em qualquer área da sua vida.
Para quê tudo de novo? De que vale fazer um caminho que já se conhece? De que vale percorrer uma história em que já se sabe qual será o seu final?
«Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Aliás, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus.» (Mt 6, 1) Ao escutar estas palavras de Jesus no Evangelho da Quarta-Feira de Cinzas foi imediato pensar como este “ser visto” hoje
A quaresma introduz-nos, assim, numa experiência inequivocamente penitencial, que passa por assumir, sem condescendência nem escamoteamento, as diversas formas de mal que nos habitam.
Talvez tenhamos sentido o eco desta frase, repetidamente, dentro do coração. Especialmente nestes últimos dias. De um dia para o outro, a palavra GUERRA transformou-se num sem número de rostos, casas, expressões, lágrimas, feridas, explosões. Deixou de ser uma palavra sobre a qual se escrevem poemas
«Não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido. Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos» (Gal 6, 9-10a).
Este provérbio português explica muito bem o dia que celebramos hoje. Contudo, está a perder-se outra palavra muito mais interessante do ponto de vista cristão: o Entrudo! Este conceito que terá a origem na palavra latina "introitus", significa "entrada" ou "inicio" da Quaresma, um tempo de 40 dias
A origem da máscara perde-se nos anais da história da humanidade.
A primeira fase do caminho sinodal permite-nos escutar ainda mais de perto as vozes que ressoam dentro de nós e dos nossos irmãos. Entre estas vozes, as das crianças tocam-nos com a sua eficaz espontaneidade: «Não me recordo do que havia antes do Covid»; «só tenho um desejo: voltar a abraçar os meus