Está no olhar a chave que pode abrir-nos outras portas. Muitas vezes desviamos os olhos de quem pede ajuda, não nos esforçamos para entender quem são, por que chegaram àquela situação. Essas pessoas ficam à margem do nosso campo visual, expulsas dos ritmos frenéticos das nossas cidades.
Hoje, na liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum, do Ano C, a sombra da morte invade o nosso coração. Vem com trevas e medos… vem com dúvidas e lágrimas… porque o tema da morte é sempre algo que nos entristece. A Fé do Batizado abala quando vemos um corpo sem vida. Esquecemo-nos da morte dO Cristo qu
O mundo quer-nos sempre a mexer. A fazer coisas. Acordamos cedo e a sentir que já estamos atrasados para quase tudo.
E se a morte nos desse vida? É esta a novidade que o cristianismo nos oferece. E é através desta mesma novidade que, em vida terrena, surge a possibilidade de podermos recomeçar. Não nos é dada a possibilidade de recomeçar para esquecermos o nosso passado, ou para fugirmos às consequências dos nosso
No tempo sentido pelo corpo e com as mudanças que existem à nossa volta, experimentamos o passado, o presente e o futuro. O passado através da história, o presente a cada segundo que passa, e o futuro como uma expectativa de que seja melhor do que o passado. Será o tempo infinito a eternidade? E se
A Tarde do Cristianismo discute as transformações da fé na vida humana e na história, o autor apresenta a atual crise da Igreja como uma transição para uma nova etapa na história do cristianismo. Apresenta uma visão do Cristianismo do futuro como uma comunidade ecuménica, capaz de uma compreensão no
No entanto, mais do que lembrar os mortos, é necessário reflectir sobre os vivos, e não na dor arrancada ao peito pelos que amámos e perdemos, como se também uma parte de nós se tivesse extinto, mas no juízo colectivo do socialmente correcto, nos cumprimentos e favores capciosos que fingem altruísmo
São muitas as imagens que nos chegam a toda a hora. Imagens de guerra, de choro e de sangue, enquanto preparamos o jantar ou terminamos as tarefas para o dia seguinte. Imagens de pessoas que têm tudo, quando metade do mundo vive sem nada. Imagens de desgraças pelo mundo todo, enquanto preparamos a r
Regressam aos meios de comunicação social nestes primeiros dias de novembro as imagens das visitas aos cemitérios. Ainda que a agressividade do vírus as torne diferentes dos anos anteriores, o significado destes encontros da memória permanece intacto.