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O que seria de nós nestes dias sem filmes, sem séries, sem música, sem livros, sem wikipedia, sem priberam, sem receitas de culinária, sem poesia?
Tenho descoberto imensas famílias que massacram os seus filhos, obrigando-os a alcançarem objectivos pré-estabelecidos e martelando-lhes a ideologia do sucesso a todo o custo desde tenra idade.
Nestes longos e difíceis meses, foram muitas as ocasiões em que o papa, ao rezar e meditar sobre a pandemia, convidou à abertura a um novo olhar para os últimos e para a pobreza, a dar novo sentido e forma à palavra solidariedade.
O tempo exigente que agora nos cabe viver é feito de desafio, que nos convidam a não olhar para trás com saudosismo, mas a querer fazer desta crise uma oportunidade para “não sair iguais”, mas melhores.
Uma vez, durante a missa, aconteceu um facto singular. O meu pequeno, que nada sabia, viu-me e ao meu marido a traçar com o polegar da mão direita o sinal da cruz sobre a fronte, lábios e coração. Olhou-se, curioso, e depois, com determinação extrema, tomou com as mãozinhas a mão do papá e levou-a à
Um dos aspetos característicos da tradição católica é que ela olhou sempre com simpatia para a razão, considerando que representa uma dimensão constitutiva do ser humano que deve ser envolvida na opção da fé e na existência evangélica que se lhe segue. Com efeito, o cristianismo não é uma opção irra
«Sendo criados pelo mesmo Pai, estamos unidos por laços invisíveis e formamos uma espécie de família universal, uma comunhão sublime que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde» (papa Francisco, “Laudato si’”, 89).
«Nós», «os outros»: quantas vezes recorremos a estas categorias para compreender problemas e justificar atitudes. Ora, se estivermos mais atentos, dar-nos-emos conta de que é difícil definir as fronteiras entre estas duas entidades.
E agora, de onde nos virá a salvação? Desde há largas semanas, todos esperamos que alguém diga uma das palavras mágicas: vacina, tratamento, cura. E, mesmo iniciando o regresso a um quotidiano possível, sentimo-nos ainda tolhidos pelo medo, por muitos medos, mesmo que não ousemos confessá-lo. Medo d